Sociedade | 28-02-2024 10:00

População de Rio Maior não quer mais explorações de sílica junto à povoação

População de Rio Maior não quer mais explorações de sílica junto à povoação
População vai juntar-se em associação para tentar travar alargamento da área de exploração de areia sílica

Moradores de Azinheira, entre a Zona Industrial de Rio Maior e a cidade, estão a mobilizar-se para constituírem uma associação que defenda os seus interesses contra o alargamento da área de extração de areia sílica, usada na indústria, por exemplo para o fabrico de vidro.

Uma das empresas que tem concessão de exploração já veio dizer que não pretende expandir a área.

Vários moradores de Azinheira, às portas de Rio Maior, estão a mobilizar-se para constituir uma associação de luta contra a expansão da exploração mineira perto da povoação. O movimento que se consolidou numa reunião no sábado, dia 17, na colectividade, movido por um ex-vereador da Câmara de Rio Maior, João Vargas, e o morador José Paulo Dias, receia que a zona habitacional se transforme numa ilha rodeada de áreas de extracção de areia sílica, usada na indústria do vidro.
João Vargas começou por dizer que a reunião com a população não é contra alguém ou contra empresas, apenas é para defender a terra e os interesses da população. Com a constituição da associação, que no final da reunião obteve dezenas de aderentes, pretende-se conhecer as situações que possam pôr em causa os interesses da população e intervir nos processos de prospecção e de consulta pública.
Actualmente há duas zonas concessionadas de exploração de areia a duas empresas instaladas na Zona Industrial de Rio Maior, a curta distância da povoação. José Paulo Dias explicou que há um pedido de concessão para explorar uma área nova perto da área urbana por parte da Sifucel, sublinhando aos restantes moradores que se tal for autorizado pela Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) a Azinheira fica praticamente isolada.
Os percursores do movimento consideram que o alargamento da exploração de sílica afectará os recursos hídricos, provocará a erosão dos solos, além de outros impactos como poeiras e ruídos. Os moradores também temem que comecem a aparecer fendas nas casas. Com a associação, dizem os promotores, é possível apresentar acções judiciais, participar na revisão do Plano Director Municipal e ser interlocutor junto da DGEG.
O director da outra empresa, a Sibelco, garante a O MIRANTE que as explorações da empresa estão afastadas da população e que a empresa só tem a intenção de efectuar extracção dentro da sua concessão. José Simões refere que a empresa obteve uma concessão de área inferior à área de prospecção, precisamente para protecção da zona habitacional.
O director da Sibelco informa que a empresa não pretende de alguma forma prejudicar a população local e que se encontra disponível para esclarecimentos.

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