Sociedade | 29-02-2024 12:20

Arnaldo Santos renuncia ao mandato na Assembleia Municipal de Torres Novas

Arnaldo Santos renuncia ao mandato na Assembleia Municipal de Torres Novas

A saída de Arnaldo Santos acontece em altura de polémicas na Associação Humanitária dos Bombeiros Torrejanos, onde é presidente da mesa da assembleia. Na municipal partilhava a bancada da coligação PSD/CDS-PP com Nuno Cruz, presidente demissionário da direcção dos bombeiros. A O MIRANTE o social-democrata diz que a motivação para a renúncia foi outra.

O eleito pela coligação PSD/CDS-PP na Assembleia Municipal de Torres Novas, Arnaldo Santos, renunciou a 23 de Janeiro ao cargo que desempenhava naquele órgão deliberativo, tendo sido substituído por André Valentim. A comunicação foi feita pelo presidente da mesa da assembleia, José Trincão Marques, na última sessão realizada a 26 de Fevereiro.

Em declarações a O MIRANTE, Arnaldo Santos refere que “já era para ter renunciado ao mandato no ano passado”, o que só não aconteceu “porque havia uma comissão política do PSD que estava para se ir embora”. Situação que o levou a adiar o pedido de demissão agora feito depois de ter entrado uma nova comissão política no início deste ano, presidida por Tiago Ferreira, também vereador na Câmara de Torres Novas.

“Simplesmente achei que a minha presença não era nem útil nem importante para aquela assembleia municipal e que não estava a exercer o mandato de acordo com aquilo que seriam os desejos e minha obrigação fazê-lo enquanto representante daquela força política”, justifica.

Questionado sobre se esta saída nada teve que ver com a polémica que tem girado em torno da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Torrejanos - na qual desempenha o cargo de presidente da mesa da assembleia - que se prepara para eleger uma nova direcção depois da empossada em Maio do ano passado se ter demitido após ter sido convocada uma sessão extraordinária para votar a sua destituição. “Não teve rigorosamente nada a ver. Só acontece por entender que o meu contributo era insuficiente”, vinca.

Recorde-se que a direcção demissionária, que afirma ter detectado uma eventual fraude fiscal na ordem de meio milhão de euros que implica a gestão da direcção anterior encabeçada por Arnaldo Santos, é presidida por Nuno Cruz (CDS-PP) que partilhava, até 23 de Fevereiro, a bancada do PSD/CDS-PP na Assembleia Municipal de Torres Novas com o agora ex-deputado municipal.

Depois de ter sido cabeça-de-lista pela coligação à assembleia municipal e ter desempenhado o cargo de deputado municipal durante cerca de dois anos, Arnaldo Santos diz ao nosso jornal que apesar de deixar o cargo estará disponível para ajudar no que “for útil”. No entanto, esclarece, o mais provável é que a sua passagem por cargos políticos tenha terminado. “Já não me imagino a exercer qualquer outro cargo”, termina.

Arnaldo Santos foi vereador na Câmara de Torres Novas no executivo presidido por Casimiro Pereira, tendo chegado a assumir a liderança da autarquia quando este último deixou o cargo antes do final do mandato. Em 1989 foi eleito presidente daquele município e nas eleições autárquicas de 1993 perdeu a câmara municipal para o então presidente António Rodrigues, na altura eleito pelo Partido Socialista.

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