Sociedade | 10-03-2024 21:00

Alunos do Entroncamento afirmam que apoio dos pais é fundamental para as boas decisões

Alunos do Entroncamento afirmam que apoio dos pais é fundamental para as boas decisões
Alunos do ensino secundário acreditam que ingresso no ensino superior é uma das decisões mais importantes da sua vida e que o apoio parental é fundamental

O MIRANTE esteve na Feira de Educação, Formação e Empregabilidade do Entroncamento e conversou com alguns alunos que partilharam a sua visão sobre a educação e a realidade profissional em Portugal.

Rodrigo Alves, Duarte Ribeiro, Bárbara Coelho e Sofia Kudryavska concordam que o ingresso no ensino superior é uma das decisões mais importantes das suas vidas.

Para Rodrigo Alves, Duarte Ribeiro, Bárbara Coelho e Sofia Kudryavska o ensino secundário representa um período onde são obrigados a tomar decisões para o seu futuro e onde a indecisão muitas vezes aparece. O apoio parental para minimizarem as pressões com que têm de lidar diariamente é fundamental no processo de tomada de decisão no ingresso ao ensino superior, afirmam. O MIRANTE esteve na Feira de Educação, Formação e Empregabilidade do Entroncamento e falou com os estudantes sobre as suas perspectivas de futuro e opiniões acerca do panorama educativo e profissional do país.
Rodrigo Alves, Duarte Ribeiro e Bárbara Coelho são alunos do curso de desporto na Escola Secundária do Entroncamento. Estão no último ano do ensino secundário e o conselho que deixam aos colegas mais novos é seguirem o que gostam e não se deixarem influenciar pelas escolhas e opiniões de terceiros. Os três jovens querem entrar na faculdade no próximo ano. Rodrigo Alves, embora queira ingressar nas Forças Armadas, explica que o ensino superior lhe poderá dar alternativas se as coisas não correrem bem. Bárbara Coelho e Duarte Ribeiro pretendem seguir a licenciatura de Desporto, Natureza e Turismo Activo. Em relação ao mercado de trabalho os dois jovens acreditam que ainda existe pouca oferta para a procura, o que leva muitos a emigrar à procura de soluções e melhores condições de vida.
Alunos de um curso profissional os três colegas acreditam que ainda existe um estigma com o tipo de oferta formativa. “As pessoas acham que os cursos profissionais são mais fáceis e para alunos que não querem estudar ou têm menos capacidades. Eu também pensei que seria assim inicialmente, mas não é verdade. É um curso mais prático e que nos dá muitas ferramentas para entrar no mercado de trabalho”, garante Duarte Ribeiro.
Sofia Kudryavska esteve na dúvida entre o curso de desporto e de artes acabando por escolher a segunda opção por acreditar ser mais adequado aos seus gostos e capacidades. À semelhança dos três colegas, pretende prosseguir para o ensino superior, na área da arquitectura. “O ramo profissional das artes não é fácil. Os artistas são pouco valorizados. Há trabalhos que são extremamente mal pagos e pouco reconhecidos. Arquitectura é uma opção arriscada pela sua complexidade e onde é obrigatório ser muito competente”, afirma a jovem luso-ucraniana. Sofia Kudryavska afirma, com convicção, que o mais importante nas tomadas de decisão é escolher o que se gosta e ter o apoio dos encarregados de educação. “Os jovens precisam de muito apoio nesta fase. De alguém que os ouça, entenda e ajude a definir o caminho a seguir”, vinca.

Tecnologias têm cada vez mais influência na vida pessoal e profissional

Trabalho digital e as redes sociais como extensão da personalidade e informações pessoais na internet foram alguns dos temas da formação dada por Paula Lopes durante a iniciativa. “Hoje em dia procuramos informações de uma empresa na internet. Mas quando nos candidatamos a um emprego a empresa também procura informações nossas. Por isso devemos evitar demasiada exposição ou informação desnecessária nas redes sociais”, explica Paula Lopes, acrescentando que as redes sociais são uma extensão da personalidade mas que deve ser resguardada.
Para Paula Lopes um dos maiores riscos da internet é a falta de segurança e privacidade. “Tudo que fazemos na internet fica lá para sempre. Grande parte dos sites guardam dados pessoais nossos, desde informações básicas, como o nome, até detalhes como os nossos gostos e o tipo de produtos que mais vemos”, explica, relembrando que grande parte dos dados e informações servem para negócios entre empresas do sector. Paula Lopes aconselha a verificar as definições e autorizações de sites e aplicações, instalar extensões de segurança, limpar histórico e cookies de cada sessão e, principalmente, nunca selecionar a opção de memorizar as palavras-passe.

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