Sociedade | 10-03-2024 10:00

José Eduardo Carvalho mantém liderança na AIP

José Eduardo Carvalho mantém liderança na AIP
José Eduardo Carvalho é presidente da AIP-CCI deste 2012

O presidente da direcção da Associação Industrial Portuguesa – Câmara de Comércio e Indústria, José Eduardo Carvalho, foi reeleito para novo mandato e afirma-se com energia renovada para continuar a trabalhar na defesa do tecido empresarial.

José Eduardo Carvalho foi reeleito presidente da Associação Industrial Portuguesa – Câmara de Comércio e Indústria (AIP-CCI), funções que desempenha desde 2012. A lista candidata aos órgãos sociais da AIP-CCI, para um mandato de mais quatro anos, era liderada por José Eduardo Carvalho na direcção, Pedro Ferraz da Costa na mesa da assembleia geral e Mara Almeida no conselho fiscal, tendo sido eleita por 98% dos votos, registando-se 1% de votos nulos e 1% de votos brancos.
O ex-presidente da NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém - assume mais um mandato de quatro anos, com energia renovada para continuar a trabalhar na defesa do tecido empresarial num período marcado por grandes transformações. Da equipa directiva liderada por José Eduardo Carvalho fazem parte também: Vítor Neto, da NERA; Nuno Ribeiro da Silva, da Telcabo; António Tavares, da Renova; António Poças da Rosa, da NERLEI; António Leal, da NERSANT; Jorge Pais, da Endogena; Rosinda Castanhas, da Vhumana; e Joana Rafael, da Senseidata.
“Encaro esta reeleição como um sinal de reconhecimento pelo trabalho realizado ao longo dos últimos anos, tanto a nível interno, pelo processo de reestruturação que realizámos na AIP, como externo, com o crescente papel que temos e queremos continuar a ter na defesa dos nossos associados, das empresas que criam valor para Portugal”, refere José Eduardo Carvalho, natural de Vila Chã de Ourique, concelho do Cartaxo, que na quinta-feira, 29 de Fevereiro, foi galardoado por O MIRANTE como Personalidade do Ano Vida.
Ainda sobre a reeleição, o presidente da AIP acrescenta: “Também é, acredito, um voto de confiança na capacidade desta direcção, mas também de todos aqueles que trabalham na AIP, em dar resposta aos imensos desafios que as empresas portuguesas enfrentam, desde a transição digital à energética passando pela necessidade de termos empresas financeiramente mais sólidas, mais competitivas, para que sejam capazes de singrar num mercado global”.
Dois dos pilares de actuação para o mandato de 2024 a 2027 são a inovação, através da digitalização, e a transição para uma energia mais limpa, que é também economicamente mais eficiente. A direcção da AIP-CCI destaca também “a necessidade premente de aumento da produtividade nas empresas portuguesas num contexto de crescimento acelerado dos salários, evolução essa que deve estar correlacionada a bem da estabilidade financeira do sector empresarial”.
A AIP-CCI conta com 118 associações empresariais filiadas e mais de 6.100 associados directos e trabalhará no sentido de promover a capitalização e melhoria da estrutura de capitais permanentes das empresas, nomeadamente através de um conjunto de instrumentos capital e quasi-capital do PRR.
“A solidez financeira do tecido produtivo nacional assume-se como essencial para que, num contexto de crescimento económico menos pujante, as empresas possam ter a capacidade de se internacionalizar, mas também de reforçarem a sua capacidade exportadora, com impactos positivos nos capitais, na criação de mais e melhor emprego e, em última análise, num contributo ainda mais expressivo para a criação de riqueza para o país”, diz a AIP-CCI em comunicado.
Para isso, a AIP-CCI considera essencial que Portugal tenha “um quadro fiscal amigo das empresas e dos trabalhadores”, defendendo um urgente desagravamento fiscal nas empresas e nos trabalhadores. A nova direcção garante que vai procurar demonstrar perante o poder político a importância da revisão do quadro fiscal nacional. A associação sublinha que Portugal tem uma fiscalidade complexa e excessiva, com mais de 4.300 impostos e taxas, bem como 453 benefícios fiscais. “É manifestamente exagerado o esforço fiscal, o sexto maior entre os países da União Europeia”, destaca a AIP-CCI.

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