Sociedade | 11-03-2024 21:00

Falta de médicos de família é tema quente na reunião do executivo de Abrantes

Falta de médicos de família é tema quente na reunião do executivo de Abrantes
Manuel Valamatos, presidente do município de Abrantes (à esquerda) considerou despropositada a intervenção do vereador Vasco Damas (à direita)

Vereador do movimento Alternativacom apresentou dados que colocam o concelho de Abrantes com um défice de 43% na atribuição de médicos de família aos utentes e deixou sugestões que não agradaram ao presidente do município.

O problema da falta de médicos de família não é novo mas continua a fazer correr muita tinta e a dar que falar nas reuniões do executivo da Câmara de Abrantes. Na última de Fevereiro, o assunto foi levado para cima da mesa pelo vereador do movimento Alternativacom, Vasco Damas, que contradisse o número de utentes sem médico atribuído que tinha sido apresentado pelos socialistas que governam o município com maioria em reunião anterior.
“Segundo o que apurámos junto do SNS (Serviço Nacional de Saúde) existiam, em 2023, 14.976 utentes em Abrantes sem médico de família e não os 10 mil como foi referido, para um total 35.197 utentes inscritos, ou seja, cerca de 43% da população do concelho não tem médico de família”, afirmou, acrescentando que estão em falta 13 médicos de família e não nove.
Os novos dados apresentados por Vasco Damas colocam o município num cenário mais problemático, mas o que fez a conversa subir de tom foi o facto de o vereador independente ter perguntado se o presidente do município já reuniu com o ministro da Saúde, como tinha referido que ia fazer “há cinco meses”, e o que achava da medida de apoio à fixação de médicos implementada por outra câmara municipal, que incluiu atribuição de valor mensal aos clínicos.
Manuel Valamatos e Vasco Damas envolveram-se, a partir daí, numa discussão acesa, em que o presidente do município perguntou ao vereador se este pagaria mil euros a cada médico para os manter a trabalhar no concelho. “Vamos pagar mil euros aos médicos, aos professores, aos enfermeiros aos engenheiros e onde é que isto pára? O senhor pagava? É a favor de se pagar mil euros a cada um destes profissionais?”, questionou em tom exaltado. Por sua vez, Vasco Damas, não respondendo directamente às questões do socialista, disse que era a favor de analisar medidas que possam impulsionar o desenvolvimento da cidade e do concelho.
O socialista considerou ainda inoportuna a pergunta de Vasco Damas sobre se já tinha reunido com o ministro da Saúde, tendo em conta o panorama político nacional, com eleições legislativas antecipadas à porta. “Essa pergunta não se faz. É de quem não sabe verdadeiramente fazer”, disse Valamatos, acrescentando que essa reunião acontecerá logo que o país tenha as “questões governamentais consolidadas” e pedindo ao vereador que se deixe de “populismos baratos” quando fala de um assunto “complexo e de grande fragilidade”.
Manuel Valamatos disse ainda que o município continua empenhado e tem investido na resolução do problema dando como exemplo os cerca de mil euros que estão a pagar a médicos da Unidade de Saúde Familiar e a verba que está a ser alocada ao projecto Bata Branca.

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