Sociedade | 17-03-2024 12:00

O escotismo é uma escola de humanismo e de respeito pela natureza

O escotismo é uma escola de humanismo e de respeito pela natureza
Grupo 257 da Póvoa de Santa Iria tem cerca de 130 escoteiros de várias gerações

O Grupo de Escoteiros 257 da Póvoa de Santa Iria celebrou o oitavo aniversário e está a passar por um bom momento, com mais de uma centena de membros. Nos escoteiros aprendem-se ensinamentos para a vida, dizem os dirigentes.

Os escoteiros podem fazer a diferença ensinando aos mais jovens os valores do humanismo, solidariedade e protecção da natureza, garante quem anda no Grupo 257 da Póvoa de Santa Iria. O grupo celebrou oito anos de existência e trabalho junto da comunidade e o sub-chefe Luís Mata não tem dúvidas em dizer que os escoteiros da Póvoa de Santa Iria estão a atravessar uma das melhores fases da sua história. “São oito anos que culminam num momento de maturidade. Estamos onde queremos estar, com uma dinâmica interessante e é gratificante ver o que nós conseguimos fazer com estes miúdos e também tudo o que eles conseguiram alcançar”, explica a O MIRANTE. O Grupo 257 já tem perto de 130 escoteiros de todas as idades.
No sábado, 9 de Março, o grupo celebrou mais um aniversário e por causa do mau tempo a festa teve de se mudar da sede na Praia dos Pescadores para o polidesportivo do Centro Popular de Cultura e Desporto (CPCD). “Temos desenvolvido muitas actividades de campo. Muitos miúdos se não tivessem esta oportunidade estariam fechados em casa e assim podem viver a natureza. Uma das melhores imagens que temos é estar à meia-noite sob a lua a ouvir o riso destas crianças a brincar”, partilha Luís Mata. Para o dirigente, os escoteiros são a melhor ferramenta para complementar o ensino escolar e profissional. “Damos competências de campo e competências sociais, aprendem a mexer com um machado, uma serra, algo que na escola não fazem. Aprendem a respeitar o próximo, ele próprio; vivem em pequenas comunidades, num progresso individual mas sempre apoiado”, defende.
A criação do campo escotista na Mata do Paraíso em Vialonga, projecto co-financiado por fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), é a próxima ambição do sub-chefe do grupo. Um projecto que está a ser impulsionado pela Câmara de Vila Franca de Xira em parceria com os diferentes grupos do concelho.
“Foi um desafio que lancei aos grupos do Corpo Nacional de Escutas e da Associação dos Escoteiros de Portugal quando tomámos posse. Acredito que a obra fique pronta entre este ano e o próximo”, diz a O MIRANTE o presidente do município, Fernando Paulo Ferreira, que esteve no aniversário do grupo. O autarca, que chegou a integrar o extinto Grupo 81 de Vila Franca de Xira, destaca o papel dos escoteiros na integração dos jovens na sociedade e a desenvolver a sua relação com a natureza. “É um princípio tão antigo e que continua tão actual. Em particular quando o mundo atravessa todos estes desafios. É preciso olhar para a natureza de maneira diferente e para a humanidade de uma maneira diferente. É uma escola extraordinária de humanismo”, defende. Na cerimónia esteve também presente o vereador com o pelouro da Juventude, João Pedro Baião e a presidente da União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa, Ana Cristina Pereira.

Inês Horta Santos recebeu distinção

No progresso da vida escotista é preciso ir superando um conjunto de desafios e etapas que culminam na obtenção da distinção com a insígnia “Escoteiro de Pátria”, a mais alta condecoração dada a quem está nos escoteiros. Este ano foi distinguida Inês Horta Santos, de 21 anos, de Alverca do Ribatejo, que expressou a sua satisfação a O MIRANTE. “No grupo ganhei talentos e competências que são importantes para o futuro e muitos conhecimentos que não aprendemos fora dos escoteiros, sobretudo de liderança. Aprendi a ser mais aberta com outras pessoas”, conta a jovem que terminou o curso de ciências forenses e biológicas em Coventry, Inglaterra. “A melhor mensagem que se pode deixar é que entrem nos escoteiros, não é nada como o que se diz lá fora. Aprendemos muita coisa, a ser uma família e levamos esses ensinamentos para a vida”, conclui.

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