Sociedade | 22-03-2024 10:00

Furto de catalisadores diminui mas criminosos continuam a atacar em VFX

Dados das autoridades indicam que o furto de catalisadores tem vindo a decair progressivamente desde 2021. Ainda assim, os ladrões continuam a atacar em plena luz do dia. No concelho de Vila Franca de Xira, o último caso ocorreu na Póvoa de Santa Iria.

Os furtos de catalisadores de automóveis têm vindo a descer no concelho de Vila Franca de Xira. Desde o início de 2024 a Polícia de Segurança Pública (PSP) refere a O MIRANTE que registou 15 furtos na sua área de jurisdição sendo que nos 365 dias de 2023 registaram-se 73, número que contrasta com os 137 e os 203 registados em 2022 e 2021, respectivamente. Também os dados disponibilizados pela Guarda Nacional Republicana (GNR) mostram que tem havido um decréscimo com 2023 (20 furtos) a registar menos 25 furtos que 2022 (45) e menos 30 que 2021. Em 2024 registou-se, para já, apenas um furto.
Mas, apesar da quebra, os criminosos continuam a atacar e em plena luz do dia. Foi o que aconteceu no dia 2 de Março, na Rua Padre Manuel Duarte, na zona da Quintinha, na Póvoa de Santa Iria. Em apenas 30 minutos de ausência, conta ao nosso jornal Marisa Benavente, os prevaricadores conseguiram cortar o catalisador do carro da sua tia e pôr-se em fuga sem que alguém tenha presenciado o crime ou feito denúncia do mesmo, à excepção da tia e sobrinha.
Foi o estranho barulho do automóvel, assim que foi posto a trabalhar, a dar o sinal de alerta de que alguma coisa não estava bem. “O carro trabalhava, mas sem o catalisador o barulho é logo diferente. E como estranhámos, parecia que tinha qualquer coisa solta, já nem tirámos o carro do sítio”, explica, acrescentando que o arranjo do mesmo deverá rondar os 500 euros.

Dois minutos bastam para furtar um catalisador
A Divisão Policial de Vila Franca de Xira da PSP diz que, apesar da quebra, continua “atenta a este tipo de furto efectuando um patrulhamento preventivo por toda a área de responsabilidade deste órgão de polícia criminal”. Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa, Vila Franca de Xira, Alverca do Ribatejo, Sobralinho e Alhandra são as localidades correspondentes à área de jurisdição da PSP neste concelho.
No que toca à GNR, que efectuou as últimas detenções (cinco) relacionadas com furto de catalisadores em 2021 e opera em Vialonga e Castanheira do Ribatejo, refere que atendendo aos dados de que dispõe, “os crimes são maioritariamente praticados junto dos aglomerados populacionais/residenciais, na via pública e parques de estacionamento, em pleno dia, como percorrem ruas em zonas residenciais procurando modelos específicos de viaturas e uma oportunidade para cometer o ilícito”.
O modo de actuar, especifica a Guarda, envolve, por regra, no mínimo dois indivíduos que se fazem transportar numa viatura que estacionam à frente, na traseira ou, em último caso, paralelo ao veículo que será alvo do furto. Através de um macaco hidráulico o veículo é levantado ligeiramente e o segundo indivíduo posiciona-se sob o veículo para cortar o catalisador, recorrendo a um equipamento de corte, por exemplo uma rebarbadora eléctrica. Se não houver interrupções a operação pode demorar apenas cerca de dois minutos.

Distrito de Santarém segue a tendência
No distrito de Santarém, na área de actuação da GNR, segundo os últimos dados disponíveis, nos primeiros quatro meses do ano passado houve registo de 15 furtos de catalisadores, número mais baixo do que em 2022, que no global teve 94 furtos e do que em 2021, ano em que foram registados 125 furtos. Benavente, Rio Maior, Almeirim, Torres Novas, Cartaxo, Salvaterra de Magos, Santarém, Coruche e Alcanena foram os concelhos com maior registo de denúncia de roubos de catalisadores.
Na zona de actuação da PSP, ou seja, nas cidades de Santarém, Tomar, Abrantes, Torres Novas, Entroncamento, Cartaxo e Ourém, entre 1 de Junho de 2022 até 1 de Junho de 2023 foram registadas 82 ocorrências relacionadas com furtos de catalisadores em viaturas automóveis ou motociclos.

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