Sociedade | 24-03-2024 10:00

Aumento da população obriga Benavente a investir em escolas

Aumento da população obriga Benavente a investir em escolas
Assembleia Municipal de Benavente aprovou revisão da carta educativa

Revisão da carta educativa de Benavente foi aprovada na assembleia municipal. Documento pretende dar resposta ao aumento demográfico e da população escolar.

Dos 11 municípios que fazem parte da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) só Benavente e Santarém registam um aumento significativo na procura de oferta escolar. Luís Carvalho, do Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano (CEDRU), afirma que os restantes concelhos têm vindo a perder população em termos globais e, consequentemente, população escolar, e por isso os investimentos em equipamentos educativos nesta sub-região estão concentrados nestes dois municípios. O CEDRU iniciou ainda durante a pandemia a revisão da carta educativa dos 11 municípios da CIMLT. No caso do município de Benavente o documento foi apresentado pelo responsável durante a última sessão da assembleia municipal.
Após análise ao documento o eleito pelo PS, António Rabaça, considera que os dados deviam estar mais actualizados, nomeadamente com números dos Censos 2021, e com o número de alunos matriculados nas escolas em 2022. Já o autarca do PSD, Ricardo Oliveira, defende que o documento devia ter em consideração a possível localização do novo aeroporto no Campo de Tiro da Força Aérea.
Luís Carvalho explicou aos eleitos que o processo de revisão das cartas educativas dos 11 municípios foi moroso e limitado pela pandemia. O documento foi actualizado à medida que o Instituto Nacional de Estatística foi revelando dados dos Censos 2021. “No início do ano lectivo podíamos ter pedido novos dados aos agrupamentos escolares mas foi opção minha não o fazer, enquanto coordenador do processo. Ia ainda ser mais moroso”, referiu. Em relação à possível construção de um aeroporto no Campo de Tiro, o responsável sublinha que os impactos reais de atracção de população e taxa de natalidade não são imediatos, muito menos até 2031, limite temporal desta carta educativa.
O presidente do município, Carlos Coutinho (CDU), afiança que a carta educativa não é um documento fechado mas que não faz sentido contemplar o cenário do aeroporto, que surgiu depois da elaboração do documento. O autarca refuta a ideia que a câmara não acautelou o crescimento da população que diz dever-se em parte aos migrantes. Actualmente 670 alunos estrangeiros frequentam as escolas do concelho. “Vamos ter de atalhar caminho para responder às actuais exigências”, disse.

Os investimentos previstos
Como resposta imediata, a Câmara de Benavente está a desenvolver o projecto de ampliação do ensino pré-escolar na Lezíria, em Samora Correia, junto ao Brejo, com mais quatro salas. A obra deve começar ainda este ano. Nas Areias, em Benavente, vai ser ampliada a escola com mais cinco salas, sendo duas de ensino pré-escolar.
Na freguesia de Santo Estêvão vai ser construído um centro escolar. Em Samora Correia está acordado com o Ministério da Educação um T36 e um pavilhão gimnodesportivo. A Escola Professor Fernandes Pratas fica liberta para alunos de 2º ciclo e para os alunos do 1º ciclo que frequentam a Escola das Acácias, e com margem para crescimento
Em Benavente, a Escola Básica Duarte Lopes precisa de um pavilhão. A autarquia vai desenvolver o projecto de construção desta infraestrutura e ainda comprar um terreno para ampliar a escola. A proposta de revisão da carta educativa de Benavente foi aprovada por maioria com votos de abstenção do Partido Socialista e Chega. A bancada da CDU, PSD, e candidatura independente votaram favoravelmente.

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