Sociedade | 25-03-2024 07:00

Na Chamusca mudam-se regulamentos para interessados no mercado municipal

Na Chamusca mudam-se regulamentos para interessados no mercado municipal
Mercado Municipal da Chamusca não tem clientes e comerciantes estão a entregar a chaves das lojas por terem prejuízos

Assembleia aprovou por maioria começar a adjudicar directamente lojas no mercado municipal da Chamusca para evitar realização de hastas públicas. Falta de interessados e de dinâmica do espaço foi assunto na última reunião de autarcas.

A fraca dinâmica e falta de interessados em abrir lojas no Mercado Municipal da Chamusca foi assunto na última assembleia municipal depois do presidente da câmara ter anunciado uma alteração no regulamento. Paulo Queimado afirmou que existem vários espaços vazios dentro do mercado, propondo que sejam realizadas adjudicações directas aos interessados, uma vez que, na opinião do autarca, as hastas públicas implicam um processo muito moroso. O presidente referiu ainda que vai haver alterações no que diz respeito ao número de lojas disponíveis. “Há falta de espaço para que algumas ilhas, sobretudo onde está a restauração, funcionem de forma adequada. Propomos passar de 15 para 13 lojas. As lojas mais pequenas ficam agregadas aos espaços de restauração para poderem colocar material”, disse.
Embora o ponto da ordem de trabalhos tenha sido aprovado pela maioria, Paulo Queimado não se livrou das críticas do único representante do Chega na assembleia. Eduardo Amaral Netto afirmou que “há um problema grave no mercado municipal há anos e que diz respeito à sua ocupação. Não há interessados, os que aparecem vão se embora pouco tempo depois, os espaços que existem são muito reduzidos. A adjudicação directa pode promover que haja pessoas ou actividades que não estejam dentro do espírito da terra”, disse.
Recorde-se que o Mercado Municipal da Chamusca, que esteve encerrado quase cinco anos para obras de requalificação, está sem clientes e os comerciantes não se conseguem fixar, nem obter rendimentos, num espaço que em tempos era considerado uma referência na região ribatejana. O MIRANTE esteve recentemente no mercado, onde mais de metade das lojas estão fechadas ou desertas. “Ter uma loja aberta neste mercado é quase o mesmo do que ficar em casa no sofá a ver televisão. Não há promoção do espaço e os acessos, por causa das obras no centro da vila, estão muito limitados. Não há estacionamento e isso afasta as pessoas”, explicou na altura a O MIRANTE um dos lojistas.
O executivo de maioria socialista tem levado para aprovação, em reuniões camarárias, várias rescisões unilaterais dos contratos de ocupação de lojas do mercado. No entanto, nunca debateram medidas nem ideias para aproximar a população de um espaço que custou centenas de milhares de euros a requalificar.

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