Sociedade | 28-03-2024 12:00

Santarém é dos concelhos que mais vai crescer

Santarém é dos concelhos que mais vai crescer
Ricardo Gonçalves, que está no último mandato como presidente da Câmara de Santarém, diz que vai deixar o cargo daqui a cerca de um ano, antes das eleições autárquicas

Ricardo Gonçalves vai entrar no último ano como presidente da Câmara de Santarém. Não fica até ao final do mandato e ainda não sabe qual será o seu futuro. Nesta entrevista defende a regionalização, fala da sua sucessão e de possíveis adversários nas autárquicas de 2025, critica o tacticismo político de alguns colegas da Lezíria do Tejo e denuncia, mais uma vez, a falta de investimento público.

Já anunciou que vai sair antes do final do mandato. Quando, em concreto?
Já tinha dito que sairia depois da apresentação de contas de 2024. Será em 2025, daqui a sensivelmente 13 meses. Vamos entrar num novo ciclo a nível nacional, vão sair várias dezenas de autarcas que entraram em 2013 e, portanto, é tempo de entrarem outros protagonistas. É uma decisão amadurecida e falada já há algum tempo.
E depois o que se vai seguir na vida de Ricardo Gonçalves?
Ricardo Gonçalves tem vários caminhos para seguir na sua vida e no próximo ano é nisso que vai trabalhar. Serão caminhos quase todos longe da política.
Já afirmou publicamente que não aceitaria cargos governativos nem voltar a ser candidato à Câmara de Santarém. Não se vai arrepender?
Já estou no município de Santarém desde 2006, em 2025 serão 19 anos de autarquia. É algo de que me posso orgulhar, gostei muito de estar cá, mas terão que vir outras pessoas e outras ideias. A vida é feita de ciclos e acho que não devo voltar a ser candidato à Câmara de Santarém, é isso que tenho pensado. Há outras coisas que gostava de fazer.

“Santarém será dos concelhos do país que mais se vão desenvolver”

Tem sido fácil conviver com o PS na gestão do município?
Para mim tem sido sempre fácil conviver com todos. Há dias melhores e dias piores, mas o foco principal é Santarém e a sua população. Temos projectos desportivos de vários milhões de euros, temos mais de 400 milhões de euros de investimento privado no concelho projectado ou em vias disso, como o Hospital da Luz, a Entogreen, áreas logísticas como a de Almoster, que são 150 milhões de euros, ou outra próxima da Font Salem. Destaco também que conseguimos trazer o centro de decisão da Nersant para Santarém.
O processo de instalação do Hospital da Luz é falado há anos. Qual o ponto da situação?
Já têm as licenças levantadas e a construção vai começar, segundo eles dizem, no final deste mês de Março ou no início de Abril.
Entretanto, a situação financeira da Câmara de Santarém deixou de ser notícia.
Desde que há POCAL (Plano Oficial de Contabilidade das Autarquias Locais), criado há mais de 20 anos, temos as melhores contas, temos os impostos mais baixos de sempre, temos o maior investimento de sempre. Provámos que podemos ter menos impostos, mais investimento e menos dívida. Os indicadores económicos dizem que estamos entre os 30 primeiros concelhos do país.

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