Sociedade | 03-04-2024 21:00

Moradores do Casal do Pocinho desagradados com abandono do bairro

Moradores do Casal do Pocinho desagradados com abandono do bairro
Abílio Cupertino foi presidente da associação de moradores da antiga AUGI e critica o estado em que está a zona

Na urbanização do Casal do Pocinho, no Forte da Casa, vivem três centenas de pessoas e muitas lamentam a recorrente falta de limpeza nos passeios e criticam as estruturas degradadas que esperam há anos por substituição, como as pontes pedonais sobre os ramais da EPAL.

Passeios desnivelados e com erva por cortar, relva com sinais de não ser cortada há meses, pontões e passadiços de madeira estragados e a precisar de substituição. Estes são alguns dos problemas por resolver da urbanização do Casal do Pocinho, no Forte da Casa, que estão a revoltar quem ali vive. Vários moradores lamentam também o excesso de velocidade a que vários condutores circulam dentro da urbanização e pedem aos autarcas que instalem lombas redutoras de velocidade, criticando também a decisão da junta de freguesia de ter mudado um painel informativo de sítio, removendo-o do bairro para o colocar vários metros abaixo noutra rua.
“A urbanização está abandonada. Vêm cá duas vezes por ano fazer a limpeza mas pouca fazem, cortam a relva e pronto. Parece que vivemos numa favela”, critica Abílio Cupertino, que foi em tempos presidente da comissão de moradores. Até o parque infantil ali existente esteve anos sem ser tratado, tendo sido substituído recentemente pela Câmara de Vila Franca de Xira, numa operação que custou 22.851 euros. O Casal do Pocinho foi em tempos foi uma Área Urbana de Génese Ilegal (AUGI), construída ilegalmente nos anos 80 do século passado, mas já foi legalizada e os alvarás entregues, ainda no tempo da anterior presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha.
Outro morador lamenta também ao nosso jornal a quantidade de cabos de comunicações espalhados pela urbanização ao invés de estarem enterrados como noutras urbanizações vizinhas. A O MIRANTE, o município explica que o actual regulamento de intervenção no subsolo municipal proíbe a instalação de novas redes aéreas no concelho, prevendo a adaptação progressiva das redes com o enterramento para infraestruturas no subsolo. “No caso do Casal do Pocinho, tratando-se de uma AUGI entretanto legalizada, não dispõe de condutas de comunicação na rua que permitam o enterramento dos cabos”, lamenta a câmara.
Toda a limpeza e conservação dos espaços públicos no Casal do Pocinho, explica, é responsabilidade da União de Freguesias de Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa. A presidente da junta, contactada por O MIRANTE, reconhece que alguns espaços precisam de ser melhorados, como os pontões degradados de madeira. “Efectivamente têm já perto de 20 anos, temos reparado mas foram-se degradando com o tempo e estamos já a pedir orçamentos para os substituir”, afiança Ana Cristina Pereira.
Já sobre a limpeza dos passeios, a autarca garante que tem sido feita embora em espaços mais prolongados que o desejável. “O facto de já não usarmos herbicidas é bom para o ambiente mas não ajuda nestas situações”, lamenta, garantindo que a junta de freguesia já contratou uma empresa privada para limpar os espaços públicos com maior regularidade, onde se inclui o Casal do Pocinho. A esperança é que o problema se resolva. Questionada sobre a mudança de local do painel informativo que existia na urbanização, a autarca explica que o objectivo foi dar-lhe maior abrangência, permitindo aos moradores da zona mais baixa da vila poderem também aceder à informação além dos residentes do Casal do Pocinho.

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