Sociedade | 06-04-2024 12:00

Centro Social Serra do Alecrim quer desenvolver trabalho na área da demência

Centro Social Serra do Alecrim quer desenvolver trabalho na área da demência
Presidente do Conselho Fiscal, António Frazão e a presidente do Centro Social Serra do Alecrim, Isabel Alves.

Garantir a sustentabilidade financeira do Centro Social Serra do Alecrim é uma das grandes preocupações da actual direcção da instituição de Pé de Pedreira. A presidente, Isabel Alves, garante que a missão de ajudar quem mais precisa prevalece sempre e anuncia que um dos objectivos é actuar na área da demência.

O Centro Social Serra do Alecrim é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) localizada em Pé da Pedreira, freguesia de Alcanede. “A nossa missão é ajudar quem mais precisa”, afirma a presidente da instituição, Isabel Alves. Actualmente o Centro Social Serra do Alecrim conta com 46 funcionários, 14 voluntários que pertencem à direcção e cerca de uma centena de utentes, distribuídos pelas valências de apoio domiciliário, centro de dia, lar de idosos e creche. Entre os serviços que a instituição oferece aos seus utentes estão a distribuição de refeições, cabeleireiro, enfermagem, lavandaria, higiene habitacional, actividades de socialização, entre outras, para além de apoiar 14 famílias mensalmente com cabazes alimentares, em parceria com o Banco Alimentar.
A actual direcção quer desenvolver uma área específica para os utentes com demência que se têm intensificado a partir do período pandémico, mas a falta de meios é o grande obstáculo. “As funcionárias não estão preparadas para esta nova realidade”, explica a presidente, acrescentando que desenvolver essa área é um dos objectivos da instituição. O Centro Social Serra do Alecrim quer também colocar em curso um projecto para animar e promover o convívio nas associações locais dirigido à população idosa que está em casa com o Serviço de Apoio Domiciliário.
A sustentabilidade da instituição é apontada como a maior dificuldade. “Temos valências que dão sempre prejuízo: o apoio domiciliário tem duas equipas que trabalham ao fim-de-semana e que nunca consegui fazer acordo com a Segurança Social para subsidiar o sábado e domingo. É a instituição que suporta os custos”, refere a presidente, acrescentando que não podem aumentar o valor do serviço porque a maioria das pessoas não têm condições financeiras. “Não podemos deixar de apoiar quem precisa, a nossa missão prevalece independentemente das circunstâncias”, sublinha. A falta de voluntários que queiram pertencer à direcção da instituição é outra das grandes preocupações dos actuais órgãos sociais.

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