Sociedade | 06-04-2024 13:22

Jovem diagnosticada com ansiedade tinha embolia pulmonar

Jovem diagnosticada com ansiedade tinha embolia pulmonar

Situação ocorreu a 1 de Abril no Hospital de Torres Novas. Carla Ferreira, mãe de Mariana Graça, de 27 anos, que teve embolia pulmonar, critica atitude do médico que atendeu a sua filha e, sem saber resultados dos exames, diagnosticou crise de ansiedade quando a jovem estava a ter embolia pulmonar.

Carla Ferreira tem vivido dias de ansiedade depois da sua filha, Mariana Graça, de 27 anos, ter dado entrada no Hospital de Torres Novas com sintomas de cansaço extremo e falta de ar no peito. Carla Ferreira conta a O MIRANTE que a filha teve uma tromboflebite na adolescência e desde essa altura que sempre que Mariana Graça tem uma dor desmaia. “Os médicos diagnosticaram uma síndrome na minha filha em que, por algum motivo, o corpo não reconhece a dor e sempre que se magoa mais a reacção do corpo é desmaiar. Ela torceu o pé e uma semana depois desmaiou. Quando recuperou os sentidos tinha estes sintomas de cansaço extremo e falta de ar e por isso deslocou-se ao Hospital de Torres Novas”, conta a mãe a O MIRANTE, residente na Golegã.
A situação ocorreu a 1 de Abril e o médico que a atendeu, afirma Carla Ferreira, fez-lhe exames mas não aguardou pelo resultado dos mesmos. Encaminhou Mariana para o Hospital de Santarém para ser observada por um psiquiatra. Na carta, a que O MIRANTE teve acesso, o médico refere que a doente estava muito ansiosa, com uma crise de ansiedade. “Nem tenho palavras para descrever a forma como a minha filha foi tratada. Assim que chegou a Santarém o psiquiatra disse logo que o problema de saúde não era consigo”, recorda.
Mariana foi encaminhada para o serviço de Cardiologia e após o resultado dos exames a médica foi clara: a jovem estava a ter uma embolia pulmonar. “A situação era grave e a médica até nos deixou a todos despedir-nos da minha filha. Fiquei muito assustada”, confessa. No dia seguinte, depois de estabilizada, Mariana Graça foi encaminhada para o Hospital de Santa Marta, em Lisboa, onde lhe retiraram alguns coágulos, que estavam espalhados pelos pulmões. Entretanto, já está na Unidade de Cuidados Intermédios do Hospital de Santarém, de onde deverá ter alta nos próximos dias.
“O que se passou com o médico no Hospital de Torres Novas não pode acontecer. A minha filha acabou por ter sorte em ter ido para Santarém, onde foi muito bem tratada. Mas imagino as outras pessoas que lá estavam e foram atendidas por este médico. Estas situações têm que ser denunciadas porque a minha filha poderia ter morrido devido à falta de sensibilidade e cuidado do médico em causa”, criticou Carla Ferreira.

* Notícia completa na próxima edição semanal de O MIRANTE.

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