Sociedade | 16-04-2024 21:00

Encontrada solução para utentes de Vialonga deixados sem médico

medico saude

Unidade Local de Saúde Estuário do Tejo emitiu um comunicado colocando fim à polémica que envolveu a saída de um médico e a falta de luz verde à chegada de outra médica, situação que deixou 1.900 pessoas sem médico de família.

Os utentes de Vialonga que foram deixados sem médico de família em Março depois de uma polémica guerra de comunicados entre a Unidade de Saúde Familiar (USF) de Vialonga e a Unidade Local de Saúde Estuário do Tejo (ULS), liderada por Carlos Andrade Costa, vão agora passar a ser atendidos por outros médicos da USF em modelo de intersubstituição.

A novidade foi avançada pela ULS em comunicado a 13 de Abril, onde informou que após concertação com o Conselho Técnico da USF a equipa de médicos “assumiu o compromisso assistencial da lista de utentes residentes em Vialonga que se encontram sem médico de família”, em particular os 1.900 que integravam a lista de Medina do Rosário.

Ainda segundo a ULS a equipa de médicos da USF de Vialonga “assumirá a assistência a estes utentes até à integração da médica Camila Ribeiro, integração que poderá ocorrer assim que termine o período experimental de 180 dias resultante do contrato assumido com a ULS”, explica. Este é mais um capítulo na guerra de comunicados entre as duas estruturas que O MIRANTE tem noticiado. Também a Comissão de Utentes de Saúde de Vialonga já tinha manifestado preocupação com o desentendimento existente entre a gestão da USF de Vialonga e a ULS, que ainda não tinha dado luz verde à contratação de um médico pela USF para substituir outro que foi trabalhar para o Centro de Saúde de Vila Franca de Xira.
Numa carta aberta endereçada especificamente a Carlos Andrade Costa, presidente do conselho de administração da ULS Estuário do Tejo que, desde o início do ano, é a entidade que supervisiona o funcionamento do hospital e dos centros de saúde no concelho de Vila Franca de Xira, a Comissão de Utentes de Saúde de Vialonga alertava para a importância da administração da ULS “dar rapidamente provimento” aos pedidos que lhe foram enviados quer pela médica Camila Ribeiro, quer pela coordenação da USF de Vialonga, tendo em vista a sua transferência dos quadros da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados da Póvoa de Santa Iria para os da USF de Vialonga. “Evitando assim que à já extensa lista de utentes sem médico de família se somem mais 1.900 inscritos, ao mesmo tempo que permite a uma jovem profissional sentir-se realizada por trabalhar no Serviço Nacional de Saúde”, apelava a comissão de utentes.

* Notícia desenvolvida na edição semanal de O MIRANTE

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