Sociedade | 16-04-2024 18:00

Foram precisos 20 anos para Cruz Vermelha de Aveiras de Cima ter instalações condignas

Foram precisos 20 anos para Cruz Vermelha de Aveiras de Cima ter instalações condignas
Novo quartel da Cruz Vermelha de Aveiras de Cima, concelho de Azambuja, combina conforto e operacionalidade

As novas instalações da delegação de Aveiras de Cima da Cruz Vermelha Portuguesa custaram cerca de dois milhões de euros e eram aguardadas há cerca de duas décadas.

O sonho de um novo quartel sofreu contratempos como as dificuldades de legalização do terreno e o colapso do BES que fez a instituição perder um milhão de euros em aplicações financeiras.

A delegação de Aveiras de Cima da Cruz Vermelha Portuguesa inaugurou o seu novo edifício de 1750 metros quadrados, um momento aguardado há duas décadas pelos socorristas que trabalhavam numas instalações com poucas condições no centro da vila. A obra, que custou dois milhões de euros, contou com um apoio de 650 mil euros da Câmara de Azambuja, verbas da delegação e o apoio de vários parceiros locais. Na inauguração, no domingo, 7 de Abril, esteve presente o presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, António Saraiva.
O presidente da delegação, José Torres, disse que este é um “dia histórico” uma vez que “as velhinhas instalações já não acompanhavam o crescimento da delegação”. O presidente da câmara, Silvino Lúcio, diz que este é um investimento no bem-estar humano e na construção de um concelho que actua de forma mais eficiente. “A delegação tem sido um farol de esperança e solidariedade em tempos de necessidade”, referiu. Já o presidente da Junta de Freguesia de Aveiras de Cima, António Torrão, agradeceu também aos que não acreditaram na obra, apontando-os como “um grande incentivo” para que esta se concretizasse. O autarca diz que esta obra é essencial não só para a freguesia e concelho como para o distrito e até para Lisboa.
As novas instalações da instituição sofreram contratempos como o facto de o terreno para onde estava prevista a construção, na Quinta do Mor, estar inserido em Área Urbana de Génese Ilegal (AUGI). Em 2007 a Câmara de Azambuja iniciou o processo de legalização que se arrastou até 2017, ano em que o espaço foi entregue à Cruz Vermelha. Em 2016 a delegação estava à beira do colapso com apenas mil euros no banco e 14 salários de funcionários para pagar. A instituição tinha sido arrastada com a crise do Banco Espírito Santo tendo perdido cerca de um milhão de euros que tinha em aplicações financeiras e que serviriam para construir o novo quartel. Nos últimos anos conseguiu recuperar parte do dinheiro.
A delegação de Aveiras de Cima da Cruz Vermelha Portuguesa registou 1256 ocorrências de emergência pré-hospitalar em 2023, segundo dados fornecidos pelo presidente da delegação no seu discurso. No que toca a transporte de doentes não-urgentes e sociais no âmbito dos refugiados, transporte de emergência social e de vítimas de violência doméstica foram efectuadas 9.567 intervenções num total de mais de meio milhão de quilómetros percorridos.

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