Sociedade | 16-04-2024 10:00

População de Covão do Coelho não quer linha de muita alta tensão e critica Câmara de Alcanena

População de Covão do Coelho não quer linha de muita alta tensão e critica Câmara de Alcanena
Mais de meia centena de habitantes de Covão do Coelho juntou-se para expressarem o seu descontentamento com a nova linha de muita alta tensão

A população de Covão do Coelho acusa a Câmara de Alcanena de encobrir a intenção da Redes Energéticas Nacionais de fazer passar na localidade uma linha de muita alta tensão e de o presidente só falar com os populares na véspera do fim da consulta pública. A contestação e os ânimos exaltados fizeram com que o autarca se colocasse ao lado da população.

A população do Covão do Coelho, freguesia de Minde, está receosa com as consequências da passagem de uma linha de muita alta tensão perto das casas da localidade. Os habitantes reuniram mais de 600 assinaturas num abaixo-assinado contra o traçado proposto pela REN - Redes Energéticas Nacionais. A contestação dos populares obrigou o presidente da Câmara de Alcanena a marcar uma reunião, que contou com a presença de mais de meia centena de pessoas que, queixaram-se, não tinham qualquer informação sobre a nova linha que liga Lavos a Rio Maior. Rui Anastácio acabou mesmo, perante a revolta, a colocar-se ao lado dos populares.
A reunião iniciou-se com os ânimos exaltados com a população a criticar o presidente da câmara por só reagir um dia antes de terminar o prazo (3 de Abril) da consulta pública da instalação da linha. Os populares acusaram a câmara de encobrir o projecto e houve quem dissesse que “o executivo tem que ser leal, correcto e transparente com a população que o elegeu, não podem vir aqui iludir-nos”. A população não escondeu o seu descontentamento pelos impactos ambientais, sociais, económicos e de saúde pública envolvidos. Houve quem sugerisse reunir a população para não deixar as máquinas avançarem caso não consigam evitar a execução da nova linha.
O presidente da câmara desculpou-se com a falta de informação à população dizendo que a autarquia estudou o território e os impactos e possíveis alternativas garantindo que pediu uma audiência à ministra do Ambiente juntamente com o presidente da Batalha, que é outro dos municípios mais afectados. A duplicação das linhas já existentes, que fazem a ligação de Rio Maior ao Pego e Pego à Batalha, é vista como a melhor opção para não afectar o bem-estar da população, o património natural e cultural. Se não se conseguir evitar a passagem da linha de muita alta tensão está previsto avançar-se para a justiça com uma providência cautelar para impedir a instalação da linha.

Assembleia Municipal aprova moção de rejeição
A Assembleia Municipal de Alcanena aprovou, a 27 de Março, uma moção de rejeição da concretização da linha de muita alta tensão que atravessa cinco das sete freguesias do concelho de Alcanena. A tomada de posição refere que a linha interfere com os valores naturais e da biodiversidade, assim como em áreas urbanas atravessando zonas com património cultural.

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