Sociedade | 22-04-2024 15:00

Três alunos de Tomar falam sobre o seu futuro e ambicionam fazer o que gostam

Três alunos de Tomar falam sobre o seu futuro e ambicionam fazer o que gostam
André Oliveira (à esquerda), Ana Joaquim e Paulo Silva (à direita), respectivamente, estiveram na Feira de Educação, Emprego e Empreendedorismo de Tomar

O MIRANTE esteve na Feira de Educação, Emprego e Empreendedorismo de Tomar e conversou com alunos que partilharam os seus objectivos, receios e visão sobre o panorama educativo.

André Oliveira quer ser director de hotel, Paulo Silva tem o objectivo de trabalhar como técnico de multimédia e Ana Joaquim pretende trabalhar em animação e cinema. Os três são alunos do secundário em Tomar e eles os dois estão em cursos profissionais e consideram-se todos bons alunos e elegem como factor de sucesso nos estudos escolher a área de que se gosta. O MIRANTE esteve na Feira de Educação, Emprego e Empreendedorismo (FrEEE) de Tomar, que decorreu de 11 a 13 de Abril, e falou com os três estudantes sobre os seus objectivos, receios e perspectivas de futuro.
André Oliveira, de 17 anos, frequenta o 11º ano no curso profissional Técnico de Turismo e pretende seguir o ensino superior na mesma área. Depois da licenciatura quer trabalhar num cruzeiro para ganhar experiência até encontrar trabalho num hotel. O estudante vê um horizonte repleto de oportunidades na cidade de Tomar para onde pretende voltar depois de concluir os estudos. No entanto, não descarta a opção de ir para o estrangeiro. André Oliveira trabalha nas férias de Verão numa empresa da indústria de metal para juntar dinheiro para a viagem de finalistas.
A frequentar o 10º ano do curso profissional de Técnico de Multimédia, Paulo Silva, de 15 anos, veio do Brasil recentemente com o sonho de trabalhar como videógrafo ou cinegrafista por conta própria. Confessa que não gosta muito de estudar, mas dedica-se nas aulas para absorver ao máximo o conhecimento transmitido pelos professores. O seu maior receio é não estar preparado para exercer uma profissão na área futuramente por ter falta de confiança em si, mas acredita que com estudo, empenho e foco é possível. O apoio familiar é o que ajuda a ultrapassar a pressão que sente em relação ao futuro, assim como estudar a temática de desenvolvimento pessoal.
Dos três estudantes, Paulo é o único que não tem a perspectiva de seguir um curso superior e quer começar a trabalhar o mais rápido possível após concluir o secundário. Ana Joaquim, com 16 anos, pretende ingressar numa escola superior que tenha o ensino de Artes. Não vê oportunidades na sua área em Tomar e prevê fazer carreira fora da sua terra. A jovem artista aconselha que quem queira seguir a mesma área tenha muita cultura geral e veja muitas imagens e filmes para enriquecer a criatividade.
André Oliveira considera que deviam ser implementados mais cursos profissionais em todas as escolas para ultrapassar o estigma que existe em relação a esses cursos, que na verdade são muito exigentes, confessa. Para Paulo Silva a carga horária é um dos aspectos que pode ser melhorado, uma vez que o cansaço o impede de estudar quando chega a casa. Ana Joaquim acredita na importância de os jovens contactarem com diversas áreas para que possam descobrir as suas verdadeiras paixões antes de fazerem uma escolha que influencia o seu futuro.

Médio Tejo vai reforçar ajuda na orientação profissional dos jovens

O presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão, destacou na inauguração da FrEEE a riqueza da oferta educativa e formativa disponível no concelho, com dois agrupamentos escolares, duas escolas de ensino artístico, um instituto politécnico, uma escola profissional e um centro de formação. O autarca aproveitou para anunciar que os municípios do Médio Tejo estão a constituir um projecto onde vão reforçar as equipas para orientação profissional, essencialmente psicólogos, no sentido de ajudarem os alunos na questão da orientação profissional.
O evento visa proporcionar um espaço onde alunos e famílias possam conhecer todas as possibilidades educativas e profissionais disponíveis no território e proporcionar uma visão sobre as saídas profissionais e vocações dos jovens. A programação incluiu várias palestras, workshops e espaços culturais sobre temas ligados à educação e entrada no mercado de trabalho, com a presença de instituições de ensino, entidades e empresas locais.

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