Sociedade | 13-05-2024 15:00

Falta de médicos em Ourém atenuada com projecto que garantiu mais de 12 mil consultas

Falta de médicos em Ourém atenuada com projecto que garantiu mais de 12 mil consultas
Luís Albuquerque

Apesar das melhorias na prestação de cuidados de saúde, o presidente da Câmara de Ourém diz que a solução definitiva é colocar mais médicos de família e criar uma Unidade de Saúde Familiar na sede do concelho.

O projecto “Bata Branca” garantiu, desde Junho do ano passado, mais de 12 mil consultas a utentes do concelho de Ourém sem médico de família. “Onze meses depois o balanço é francamente positivo”, afirmou à Lusa Luís Albuquerque, presidente do município, explicando que o projecto está a permitir ter “médicos em todas as extensões do concelho, incluindo o centro de saúde de Ourém”.
De acordo com o autarca, o projecto já envolveu 11 médicos que prestaram serviço mais de 3300 horas, “o que dá uma média de 12500 consultas”. “Demonstra bem a importância do projecto (…) em prol da saúde dos nossos utentes”, adiantou, ressalvando tratar-se de médicos assistentes e não médicos de família e que a “solução ideal” era o concelho ter mais médicos de família.
Em Abril de 2023 a Câmara de Ourém anunciou que iria comparticipar consultas para utentes sem médico de família, no âmbito de um acordo de cooperação com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e União das Misericórdias Portuguesas (UMP), delegado na Santa Casa da Misericórdia Fátima-Ourém. Em Fevereiro deste ano, foi assinado novo acordo de cooperação envolvendo a Unidade Local de Saúde da Região de Leiria (para a qual transitou o concelho). A Santa Casa comprometeu-se a assegurar mais 50 horas semanais até ao final deste ano além das 100 horas semanais já protocoladas, “para colmatar as falhas nas consultas”, segundo informação disponibilizada pela Câmara de Ourém. Segundo o acordo, à ULS cabe pagar 27 euros/hora e ao município 15 euros/hora aos médicos. “Os médicos ganham 40 euros à hora por estarem neste projecto e dois euros são para as despesas administrativas que a Santa Casa tem neste processo”, declarou o presidente. Luís Albuquerque frisou que este é um esforço “muito grande” que o município está a fazer relativamente a uma competência que é do Estado.

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