Sociedade | 13-05-2024 21:00

Obras na Secundária do Entroncamento com financiamento europeu a 100 por cento

Escola Secundária do Entroncamento vai ser reabilitada e ampliada com dinheiro do Plano de Recuperação e Resiliência. Oposição criticou o arrastar do processo.

A reabilitação da Escola Secundária do Entroncamento vai contar com financiamento total por parte do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Segundo o presidente da Câmara do Entroncamento, Jorge Faria (PS), a reabilitação e ampliação do estabelecimento de ensino visa dotá-lo de novas valências, adequadas às necessidades actuais. O aumento do número de salas e do pavilhão desportivo são duas das medidas previstas na requalificação que, afirma o autarca, resulta de um trabalho de colaboração entre a autarquia e o Agrupamento de Escolas do Entroncamento.
Em reunião de câmara extraordinária, o vereador da oposição Rui Madeira (PSD) disse não compreender a razão do processo não ter sido iniciado mais cedo, uma vez que as necessidades e patologias estavam há muito identificadas como prioritárias. “Andamos a falar há tanto tempo da reabilitação e da necessidade de aumentar a capacidade da escola e porquê só agora? Apenas se tornou necessário avançar quando foi garantido o financiamento a 100 por centro?” questionou, acusando os socialistas de não terem considerado a requalificação da escola, realmente prioritária, até terem a garantia de financiamento total.
“A carta educativa refere que a população escolar estabilizou ou tem tendência para diminuir, mas apesar disso vamos aumentar a capacidade da escola para receber mais alunos”, questionou ainda Rui Madeira. Para o autarca existe um contrassenso entre a carta educativa e a realidade, não estando devidamente descritas e ajustadas as necessidades reais educativas do concelho. “Os socialistas, finalmente, deram-se conta da realidade que se vive no concelho, mas então qual é a estratégia para a educação no Entroncamento? O documento estratégico diz uma coisa e agora as acções mostram outras” remata.
Segundo Jorge Faria “o aumento recente de afluência dos estudantes, aparecimento de patologias recentes e indefinição dos mecanismos de financiamento previstos no diploma da descentralização de competências” foram as razões que levaram a que a o processo só agora ficasse concluído. O presidente do município afirma, ainda assim, que pretende terminar a reabilitação o mais rapidamente possível, com um esforço mútuo entre o agrupamento de escolas e a autarquia.

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