Sociedade | 14-05-2024 15:00

Assistentes operacionais da ULS Médio Tejo em protesto por actualização de carreiras

Assistentes operacionais da ULS Médio Tejo em protesto por actualização de carreiras
Assistentes operacionais concentraram-se junto ao Hospital de Torres Novas para reivindicar actualização na categoria profissional

Greve de assistentes operacionais da Unidade Local de Saúde do Médio Tejo registou adesão entre os 80 e os 90%. Constrangimentos sentiram-se, mas nada de significativo. Profissionais exigem progressão na tabela remuneratória.

Mais de uma centena de assistentes operacionais da Unidade Local de Saúde do Médio Tejo manifestaram-se em frente ao Hospital de Torres Novas no âmbito de uma greve de 24 horas para reivindicar a actualização da categoria profissional. “O que levou à marcação desta greve, que passa sempre pela vontade dos trabalhadores, é um conjunto de reivindicações que os mesmos têm, nomeadamente questões de avaliação que estão em atraso e que impedem a progressão dos trabalhadores na tabela remuneratória”, disse à Lusa o dirigente sindical Rodrigo Rodrigues.
De acordo com os profissionais, no recibo de vencimento não está ainda reflectida qualquer actualização da categoria profissional e também não foi divulgada atempadamente a lista com os nomes dos trabalhadores que passam a integrar a carreira de técnico auxiliar de saúde (TAS). Segundo o responsável da delegação de Santarém do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, o decreto foi publicado em 22 de Dezembro e as listas nominativas de transição para a carreira especial deveriam ter sido conhecidas até 15 de janeiro. “Estamos a falar de uma quantidade muito grande de trabalhadores que auferem pouco mais que o salário mínimo nacional e que vêem limitado um conjunto de situações, como a avaliação do biénio 2021-2022, que já deveria estar concluído e que poderia permitir a estes trabalhadores subir na posição remuneratória, nomeadamente através do acelerador de carreiras”, afirmou o dirigente, acrescentando que “os trabalhadores estão fartos desta situação, querem ver as suas situações regularizadas, e foi este o motivo que nos levou a convocar a greve”.
Rodrigo Rodrigues revelou ainda que a administração da ULS Médio Tejo recebeu os trabalhadores, tendo ficado agendada nova reunião para 9 de Maio. Contactada pela Lusa, fonte do conselho de administração da ULS Médio Tejo disse ter ficado surpreendida com o protesto dos trabalhadores, adiantando que o sindicato “nunca encetou […] qualquer tentativa de diálogo sobre os temas da carteira de reivindicações que levaram […] à greve” dos profissionais de saúde, sublinhando ainda que “a maioria das questões suscitadas no pré-aviso de greve encontra-se resolvida, ou em vias de resolução num curto espaço de tempo”.
O sindicato adiantou que a greve registou uma adesão “na ordem dos 80% no período da noite” e de “cerca de 90% durante o dia”. Questionada sobre os impactos da adesão à greve, a ULS indicou que durante o turno da manhã existiram “alguns constrangimentos na actividade programada, nomeadamente ao nível da actividade cirúrgica programada e na consulta externa”.

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