Sociedade | 26-05-2024 18:00

Remoção de resíduos na Fabrióleo vai custar mais 635 mil euros

Remoção de resíduos na Fabrióleo vai custar mais 635 mil euros
Cálculos da APA sobre a quantidade de resíduos a remover não correspondeu à realidade o que levou o município a pedir mais para executar o trabalho. fotoDR

Quantidade de resíduos a remover da desactivada fábrica de óleos é afinal superior ao calculado pela Agência Portuguesa do Ambiente e contratualizado com a empresa encarregue dos trabalhos. Situação levou a Câmara de Torres Novas a pedir mais 636 mil euros para que a limpeza seja levada até ao fim.

A Câmara de Torres Novas pediu à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) um valor adicional de 636 mil euros para prosseguir com os trabalhos de remoção dos resíduos depositados nas lagoas e Estação de Tratamento de Águas Residuais Industriais (ETARI) das desactivadas instalações da Fabrióleo que, afinal, excedem a quantidade contratualizada. A informação é confirmada a O MIRANTE pelo vereador com o pelouro do Ambiente. João Trindade explica que será a APA a encaminhar o pedido ao Fundo Ambiental para este financiar a remoção do passivo ambiental deixado pela antiga fábrica de óleos usados, em Carreiro da Areia.
“Ainda não obtivemos resposta formal ao nosso pedido, sendo que estamos a acompanhar a situação”, adiantou João Trindade, acrescentando que “não houve necessidade de reforço” de trabalhadores “por parte da empresa que está a executar os trabalhos” e que irá continuar no terreno até o valor de resíduos contratualizado ser atingido. O autarca socialista explicou ainda que, no caso de o Fundo Ambiental aprovar a atribuição do montante adicional ao município, terá que ser feito um novo procedimento concursal para adjudicação dos trabalhos. Os que decorrem estão adjudicados à empresa EGEO - Tecnologia e Ambiente, SA, pelo valor de 702.830 euros, acrescido de IVA.

Trabalhos deveriam terminar a 12 de Junho
O assunto foi também abordado na última reunião pública do executivo municipal pelo vereador do PSD, Tiago Ferreira, que pediu um ponto de situação dos trabalhos de remoção, transporte e tratamento dos resíduos que foram deixados na antiga fábrica. A empresa fechou portas depois de uma decisão do Tribunal Central Administrativo Sul, em Junho de 2020, e depois de, em 2018, a Agência para a Competitividade e Inovação (IAPMEI) ter decretado o seu encerramento na sequência de denúncias e inspecções.
Em resposta, o vereador do Ambiente referiu que a limpeza continua a decorrer e que é possível que haja uma derrapagem no prazo de conclusão dos trabalhos que tinham 12 de Junho como data prevista. João Trindade explicou que isso se deve ao facto de terem falhado os cálculos feitos pela APA para apurar a quantidade de resíduos. “As quantidades que a APA calculou não estão de acordo com as que estão no local, que são maiores”, afirmou, vincando ser imensa a quantidade de lamas solidificadas. A intervenção deu cumprimento ao compromisso assumido no âmbito do protocolo celebrado entre a autarquia e a APA, em 6 de Março de 2023.

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