Sociedade | 29-05-2024 12:00

Recusa de açude no Almonda prejudica a reserva do Boquilobo e a agricultura

Recusa de açude no Almonda prejudica a reserva do Boquilobo e a agricultura
Presidente da OngaTejo, Mário Antunes

O presidente da OngaTejo, que preside à gestão da Reserva do Paul do Boquilobo, Mário Antunes, não poupou nas palavras na abertura do segundo Festival da Biosfera na Golegã e afirmou que a construção de açude no rio Almonda é um “imbróglio”.

O presidente da OngaTejo – Organização Não-governamental do Ambiente, que preside ao órgão de cogestão da Reserva da Biosfera do Paul do Boquilobo, Mário Antunes, lamenta que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) tenha reprovado o projecto para a construção de um açude no rio Almonda que garante a existência de água para a sustentabilidade ambiental do paul e agricultura. O dirigente, que também é vice-presidente da organização de agricultores Agrotejo, referiu na inauguração do Festival da Biosfera, na Golegã, que o açude, no rio que banha a reserva protegida, com uma altura de cerca de 50 centímetros, é fundamental.
Mário Antunes dirigiu-se ao secretário de Estado da Agricultura, João Moura afirmando, que se está perante um “imbróglio” que é necessário desbloquear face às alterações climáticas, para a retenção de água importante para a conservação da natureza. “Não faz sentido havendo disponibilidade da Câmara da Golegã em construir o açude”, argumentou o dirigente, acrescentando que “os parceiros regionais perceberam a importância da biosfera, mas a cooperação também tem de acontecer ao nível do Ministério da Agricultura, Ministério do Ambiente e Agência Portuguesa do Ambiente”.
O açude, previsto funcionar de forma sazonal visa permitir a manutenção do espelho de água do rio Almonda que segundo a autarquia tem secado nos últimos verões. Segundo o município, a APA justificou a sua decisão, em Agosto de 2023, com o argumento de que a instalação do açude pode colocar em causa o Regime Jurídico da Rede Ecológica Nacional por razões como a segurança de pessoas e bens, a garantia das condições naturais de infiltração e retenção hídricas ou mesmo a manutenção da fertilidade e capacidade produtiva dos solos inundáveis. O município da Golegã terminava o seu comunicado dizendo que “ainda vamos a tempo de travar a antecipada tragédia ambiental do Verão de 2024”.
O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERTAR), José Manuel Santos, revelou no seu discurso que a ERTAR está a trabalhar para ainda este ano criar um plano de animação e promoção que possa melhorar nos próximos anos a comunicação e afirmação da Reserva do Paul do Boquilobo e para que o Centro de Alto Rendimento - Hippos Golegã se torne um equipamento de atracção turística e de eventos internacionais.

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