Sociedade | 01-06-2024 15:00

Operação Nariz Vermelho chega a Vila Franca de Xira para animar crianças internadas

Operação Nariz Vermelho chega a Vila Franca de Xira para animar crianças internadas
Tiago Quites e Jamie Mears são os dois actores residentes em Vila Franca de Xira mas a equipa vai mudar a cada seis meses

Instituição particular de solidariedade social diz que não tem mãos a medir com a quantidade de solicitações que recebe anualmente dos hospitais portugueses. Chegada da Operação Nariz Vermelho aos hospitais de Santarém e do Médio Tejo não vai ser uma realidade por enquanto.

Humanizar os cuidados de saúde dando maior conforto e alegria a quem está internado, especialmente às crianças, é o principal objectivo dos actores que vestem a pele de doutores palhaços da Operação Nariz Vermelho (ONV), que agora chegou ao Hospital de Vila Franca de Xira.
O sonho de Luíza Teixeira de Freitas, presidente da ONV, é chegar a todas as crianças hospitalizadas em Portugal mas ainda há caminho a percorrer. Aquela Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) vive unicamente do mecenato e das consignações do IRS e, por isso, cada passo tem de ser dado com cuidado. “No último ano entrámos em quatro hospitais e não estamos por enquanto a preparar a entrada em mais nenhum”, revela a O MIRANTE a responsável da ONV, admitindo que para já não há perspectiva de chegada aos hospitais de Santarém e do Médio Tejo. “Neste momento a nossa prioridade é olhar para os sítios onde estamos e perceber se estamos aí com qualidade”, explica.
Um dos desafios é encontrar actores capazes e com formação especial para vestirem a pele dos doutores palhaços. “Não pode ser qualquer pessoa. Tem de ser formado em artes, teatro e fazer formação para estar dentro dos hospitais. Temos agora um novo projecto dentro da operação, chamado Ginásio, em que trazemos gente para experimentar e daí aparecem mais pessoas. Mas não é fácil”, admite Luíza Teixeira de Freitas. Também não ajuda o peso da missão: enfrentar crianças doentes, algumas com a saúde terminal, que obriga a uma forte bagagem emocional. Os doutores palhaços “são como um profissional de saúde. Têm de ter aptidão para estar com a criança em situações muito difíceis. Já nos aconteceu palhaços que começam e não conseguem continuar. É uma bagagem emocional muito grande”, reconhece a responsável.
Actualmente, a ONV tem 35 doutores palhaços em 21 hospitais públicos. Outras 18 pessoas trabalham nos escritórios da instituição. No Hospital de Vila Franca de Xira vão estar dois palhaços uma vez por semana. Para já a equipa é composta por Tiago Quites e Jamie Mears e vai ser substituída a cada seis meses. Vão ser visitadas as unidades da pediatria, neonatologia, unidade de cuidados intermédios pediátricos, consultas externas pediátricas e a urgência pediátrica.
O protocolo estabelecido entre a Unidade Local de Saúde Estuário do Tejo e a ONV foi assinado no dia 22 de Maio e o corte simbólico da fita foi feito por Gustavo Mendes, criança de Alenquer e filho de Ana Sanches, que esteve internado seis dias com influenza B e recebeu alta nesse dia. “Das experiências que tive com os meus filhos achei o trabalho dos palhaços muito benéfico, as crianças ficam mais calmas, têm outra alegria, sabem que não estão fechadas do mundo exterior e sentem-se mais felizes. Todas as ocasiões são boas para esquecer as dificuldades”, conta a O MIRANTE.

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