Sociedade | 04-06-2024 21:00

Enfermeiros do Hospital de VFX entregam postais de protesto à administração

Enfermeiros do Hospital de VFX entregam postais de protesto à administração
Enfermeiros do Hospital de Vila Franca de Xira estão exaustos e exigem cumprimento dos horários de trabalho

Greve no Hospital de Vila Franca de Xira mobilizou mais de 80 por cento dos enfermeiros que estão ao serviço na unidade de saúde liderada por Carlos Andrade Costa.

Os enfermeiros do Hospital de Vila Franca de Xira continuam revoltados com a sua situação laboral e na manhã de terça-feira, 28 de Maio, entregaram ao conselho de administração da Unidade Local de Saúde Estuário do Tejo, liderado por Carlos Andrade Costa, 250 postais de protesto assinados por vários profissionais de saúde. Mais de 80 por cento dos 450 enfermeiros do hospital fizeram greve aos turnos da manhã e tarde de dia 28 de Maio e assinalaram a paragem simbolicamente à porta da unidade de saúde.
O protesto foi promovido pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses. Os profissionais de saúde reclamam o mesmo que na greve realizada em Fevereiro: a contabilização de todos os anos de serviço no Serviço Nacional de Saúde para efeitos de progressão na carreira; a transição de todos os enfermeiros especialistas para as suas categorias; a regulação dos horários de trabalho aplicando as 35 horas; e a contratação de mais enfermeiros.
“A administração do hospital diz que a tutela não lhes deu as indicações para a contagem do tempo de serviço da parceria público-privada mas nós não concordamos. Defendemos que se trata de um processo nacional no âmbito dos instrumentos de regulação colectiva de trabalho. Se não valorizarmos estes enfermeiros que dedicaram 10/15 anos a esta casa vemo-los a abandonar o hospital. E ficamos com uma casa desfalcada e com um serviço público à população condicionado”, lamenta a O MIRANTE Marco Aniceto, dirigente sindical e enfermeiro na urgência do hospital.
Segundo o profissional de saúde, um dos grandes problemas é a “cultura das horas extra” que se vive actualmente nos serviços do hospital. “Na urgência, em vez de fazer 150 horas anuais e cumprir as 35 horas semanais, andamos a fazer 190/200 horas. O que vai valendo é uma grande dedicação à causa, respeito pela comunidade e um grande sentido de responsabilidade. O sindicato e a administração concordam em discordar”, lamenta. Os enfermeiros falam de profissionais de saúde exaustos, com muitas horas extraordinárias por gozar e horários violentos fruto de falta de pessoal. O sindicato promete manter a luta e vai agendar novas greves nos próximos meses.

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