Sociedade | 07-06-2024 21:00

Um novo percurso pedestre para valorizar património natural e cultural de Limeiras

Um novo percurso pedestre para valorizar património natural e cultural de Limeiras
O Centro Cultural e Desportivo Limeirense é uma associação muito activa que organiza várias iniciativas ao longo do ano

O percurso pedestre “No rasto dos templários” pretende valorizar o património natural e cultural de Limeiras, na freguesia de Praia do Ribatejo.

O percurso pedestre “No rasto dos templários” pretende valorizar o património natural e cultural de Limeiras, na freguesia de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, constituindo-se como mais uma oferta turística no concelho. “Trata-se de um percurso de 18 quilómetros, de grau de dificuldade difícil e que integra a passagem por elementos históricos relevantes, como o estaleiro naval onde foram construídas 60 galeotas que deram início aos descobrimentos portugueses e que integraram a armada que conquistou Ceuta em 1415”, disse à Lusa Guilherme Grácio, presidente da associação de Limeiras.
O percurso pedestre representou um investimento na ordem dos 150 mil euros do Centro Cultural e Desportivo Limeirense e levou à requalificação e marcação dos 18 quilómetros do trilho. Aquele percurso estende-se desde a foz do rio Nabão, na zona do Cafuz, e ao longo das margens do rio Zêzere, interligando com o Trilho Panorâmico do Tejo, percurso ribeirinho que se estende depois desde o Castelo de Almourol ao Parque de Escultura Contemporânea, em Vila Nova da Barquinha. “É um projecto muito ambicioso por parte da comunidade das Limeiras e pelo Centro Cultural e Desportivo Limeirense e significa o concretizar de um objectivo maior que é o de termos na aldeia um percurso homologado para que toda a gente nos possa vir visitar e que tenha um conhecimento do que foi as Limeiras, do que foi a Praia do Ribatejo e do que foi o concelho de Vila Nova da Barquinha”, indicou o presidente da associação de Limeiras. Relativamente ao trilho e à história associada, Guilherme Grácio disse que o mote no “rasto dos templários” está associado aos vestígios da sua presença na freguesia, nomeadamente com o “estaleiro naval onde se construíram as galeotas para a conquista de Ceuta”. Destacou ainda a vertente natureza, no percurso que faz a ligação da foz do Nabão com o rio Zêzere e vai até ao rio Tejo.
O investimento, de 150 mil euros, contou com apoio parcial de fundos comunitários e do município da Barquinha para a homologação do percurso e reabilitação de vestiários e de instalações sanitárias de apoio à prática do pedestrianismo, assumindo a associação um projecto que incluiu a sinalética, limpeza e desmatação do trilho.

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