Sociedade | 09-06-2024 07:00

Removidas 34 toneladas de lixo de zona industrial de Vialonga

Infractores continuam a despejar resíduos e lixo no parque industrial do Olival das Minas pela calada da noite, apesar de alguns já terem sido alvo de contraordenações por parte da fiscalização municipal. Por enquanto o crime vai compensando.

Não restou outra alternativa ao município de Vila Franca de Xira senão realizar às suas custas uma acção de limpeza, que durou dois dias, para remover quase 34 toneladas de lixo e resíduos que ao longo de quase um ano foram sendo ilegalmente depositados no parque industrial do Olival das Minas em Vialonga. Um trabalho que para muitos é inglório já que a probabilidade do espaço ficar na mesma daqui a algum tempo é elevada, uma vez que muitos infractores despejam os resíduos pela calada da noite e a sua identificação nem sempre é fácil ou possível.
O município removeu madeiras, cartão, restos de móveis e porcelanas sanitárias, bem como resíduos de obras e sacos com outros materiais, como areias e entulhos. O problema há muito que causava queixas, não apenas da vizinhança mas também dos autarcas, que criticavam a passividade dos serviços de fiscalização e das autoridades perante aquele que era um exemplo de desleixo e incúria.
O município diz que o problema do depósito ilegal de resíduos no parque empresarial do Olival das Minas tem sido acompanhada, monitorizada e fiscalizada há mais de um ano em articulação com a Divisão de Fiscalização Municipal e o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana (SEPNA). Já foram emitidos vários autos de contraordenação por parte da divisão de fiscalização municipal mas o problema mantém-se.
Na última reunião de câmara, o presidente do município voltou a condenar a situação e a prometer uma acção vigorosa, dentro das suas competências, para juntamente com o SEPNA tentar travar estes despejos. “A nossa fiscalização tem tido uma atitude pedagógica mas temos mesmo de tomar medidas mais duras de contraordenação, é a única forma das empresas perceberem que têm de respeitar a lei”, assegura o autarca.
O vereador do Chega, Barreira Soares, notou que se chegou a um ponto em que quase uma rua inteira estava cheia de lixo por remover. E pediu que antes de se multar as empresas se perceba se a culpa dos despejos é dos patrões ou dos empregados que o fazem à revelia do que as empresas mandam.
O presidente do município, Fernando Paulo Ferreira, ficou agastado com a intervenção do rival político. “Quem lucra com estes despejos são os patrões, não os empregados. Quando autuamos é dentro da lei. As empresas sabem e não podem ignorar que quando têm resíduos para eliminar têm de os deixar nos locais de recolha. Por isso repudio que estejamos perante casos fortuitos de empregados que decidam despejar resíduos ali à revelia dos patrões”, lamentou.

Falta de civismo em vários pontos do concelho

A zona industrial de Vialonga não é o único ponto do concelho onde há quem se dedique a deitar fora pela calada da noite resíduos que, de outra forma, teria de pagar para enviar para valorização. Alguns exemplos incluem o terreno junto ao viaduto sem saída entre o Forte da Casa e a Póvoa de Santa Iria e a zona do Adarse em Alverca. Há dois meses foi notícia a deposição de óleos contaminados na Serra do Formoso, uma área protegida, em Alhandra.

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