Sociedade | 17-06-2024 15:00

Urgências encerradas sem aviso prévio geram contestação

Urgências encerradas sem aviso prévio geram contestação
Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo critica não divulgação das urgências encerradas

Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo considera que não divulgação das urgências encerradas é uma falta de transparência e um retrocesso na Saúde.

Os utentes do Médio Tejo consideram que a não divulgação dos mapas das urgências encerradas é um retrocesso na saúde porque a população deixa de saber quais são as urgências, sobretudo obstétricas e pediátricas, a funcionar. “É evidente que é um retrocesso porque, quer profissionais, quer parturientes, sabendo que havia uma situação previamente definida e em que naquela data não podiam ser atendidas num determinado local, sabiam para onde se dirigir”, afirmou à Lusa o porta-voz da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT). As declarações de Manuel Soares surgiram na sequência do fecho do bloco de partos e dos serviços de urgência de obstetrícia/ginecologia em Abrantes.
Na quarta-feira, 5 de Junho, a Unidade Local de Saúde (ULS) Médio Tejo divulgou nas suas redes sociais que a Urgência de Ginecologia-Obstetrícia e Bloco de Partos do Hospital de Abrantes iria ter constrangimentos até à próxima segunda-feira, ou seja, durante cinco dias. Questionada pela Lusa, fonte da ULS Médio Tejo disse que esta “é uma situação que se relaciona com o período de férias e feriados”. Recordando que, até final de Maio, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) divulgava trimestralmente o mapa das urgências encerradas para os utentes se organizarem, Manuel Soares insistiu que a não divulgação dos mapas das urgências encerradas é uma “falta de transparência”. “O que nós defendemos é que, a partir do momento em que os serviços de urgência funcionem 24 sobre 24 horas, não é preciso mapa nenhum. Havendo constrangimentos, e admitimos que existam, devem ser minimamente programados até para um aproveitamento mais eficiente dos recursos que existem”, afirmou, tendo reclamado por “medidas excepcionais de cativação dos profissionais”.
Desde 1 de Junho deixou de existir o esquema da rotatividade de serviços hospitalares, sendo que, no caso das parturientes, antes de se dirigirem a qualquer unidade hospitalar, têm de ligar previamente para a linha SNS Grávida, medida prevista no plano de emergência da Saúde e disponível no SNS 24 (808 24 24 24) para encaminhar as utentes para a urgência mais próxima da sua área de residência.

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