Sociedade | 23-06-2024 07:00

Mais de seis mil dádivas de sangue no Médio Tejo em 2023 mas muito poucas são de jovens

Mais de seis mil dádivas de sangue no Médio Tejo em 2023 mas muito poucas são de jovens
Doar sangue é um acto que salva vidas, especialmente no Verão, quando as dádivas registam uma quebra significativa

Unidade Local de Saúde do Médio Tejo apela a que os jovens se mobilizem e participem nas dádivas de sangue durante o Verão. Dos mais de quatro mil dadores em 2023, menos de 500 foram jovens entre os 18 e os 24 anos.

Durante o ano de 2023 a Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo) acolheu 4.327 dadores benévolos de sangue, que foram responsáveis por mais de seis mil dádivas nas três unidades hospitalares, localizadas em Abrantes, Tomar e Torres Novas. Apenas 449 tinham idade entre os 18 e os 24 anos, por isso a instituição apela a uma maior mobilização dos mais jovens, num mês em que se assinala o Dia Mundial do Dador de Sangue, a 14 de Junho. Apesar da existência de dois pólos universitários em Abrantes e Tomar, há poucos jovens a querer participar nas dádivas. “A ULS Médio Tejo desafia os jovens a inverter a tendência, este Verão, quando o período lectivo já findou, aumentando assim exponencialmente as dádivas nos grupos etários mais jovens da região e as reservas de sangue disponíveis”, refere a instituição em comunicado.
As mais de seis mil dádivas colhidas nas unidades da ULS Médio Tejo em 2023 beneficiaram directamente 1.856 doentes internados nos Hospitais de Abrantes, Torres Novas e Tomar, ou seja, uma média de cinco doentes por dia a necessitarem de transfusões. O Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica de Abrantes foi o sector hospitalar que mais componentes sanguíneos recebeu (935), seguindo-se a Unidade de Observação Cirúrgica da ULS Médio Tejo (com 511 componentes) e a Unidade de Cuidados Intensivos Polivalentes (com 466 componentes). As dádivas recolhidas na ULS Médio Tejo beneficiaram doentes de outras regiões do país, nomeadamente Lisboa, Leiria e Santarém.
É durante o Verão que as dádivas de sangue em Portugal e na região do Médio Tejo registam uma quebra significativa, enquanto a procura se mantém ou até aumenta, devido ao aumento de acidentes, que podem envolver a necessidade de transfusões de sangue. Dados do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) revelam que apenas 450 mil pessoas doaram sangue em Portugal no ano passado, o que representa menos de 5% da população adulta. Os tipos sanguíneos mais procurados são O positivo e A positivo, mas todos os tipos são importantes para salvar vidas. Em 2023, os hospitais portugueses realizaram mais de 100 mil transfusões de sangue. Diariamente, as instituições do SNS precisam de cerca de três centenas de unidades de sangue para dar resposta às suas necessidades, nomeadamente vítimas de acidentes, cirurgias complexas e a pacientes com doenças crónicas graves, como diversos tipos de anemias e cancro.

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