Sociedade | 24-06-2024 07:00

Arquivado caso de agressões entre eleitos na Assembleia Municipal de VFX

Arquivado caso de agressões entre eleitos na Assembleia Municipal de VFX
Fernando Fernandes e Rui Rei

Autarca do Chega Fernando Fernandes confirma a O MIRANTE ter retirado a queixa contra o eleito do PSD Rui Rei. Em causa estão as alegadas agressões e trocas de palavras entre os dois numa sessão da Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira, há dois anos, que fez correr muita tinta.

O caso das alegadas agressões entre Fernando Fernandes, eleito do Chega na Assembleia de Freguesia de Vialonga, e Rui Rei, líder da bancada da Coligação Nova Geração (PSD/PPM/MPT) na Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira, em Julho de 2022, foi arquivado, depois de Fernando Fernandes ter desistido da queixa contra Rui Rei. A informação é confirmada a O MIRANTE pelo próprio Fernando Fernandes, colocando um ponto final a um caso que fez correr muita tinta em Julho de 2022.
O caso ocorreu numa assembleia municipal extraordinária que se previa ser pacata, antes da pausa para as férias de Verão, mas degenerou em gritos, insultos e alegadas agressões que obrigaram à interrupção da sessão durante mais de uma hora até chegar a polícia. Os ânimos exaltaram-se depois de um pedido de suspensão de mandato de um eleito ligado ao PSD, tendo começado uma troca de acusações entre Rui Rei e Fernando Fernandes, que se queixava de ter sido vítima de um pontapé, o que Rui Rei negou. Fernando Fernandes ironizou mesmo dizendo que Rui Rei fez “uma audição pública para o papel de Rocky Balboa” ao pontapear um cidadão idoso.
A PSP foi chamada e foi apresentada queixa, sendo testemunhas a filha de Fernando Fernandes e Barreira Soares, vereador do Chega na Câmara de Vila Franca de Xira, que dizia ter presenciado o caso. Minutos depois houve nova troca de palavras, desta vez entre Barreira Soares e Rui Rei, momento em que o vereador do Chega se exaltou e teve de ser agarrado por outros eleitos para não avançar em direcção a Rui Rei, facto que este negou.
O caso continuou a gerar ruído três dias depois da assembleia porque o vídeo da transmissão online da assembleia municipal, onde eram audíveis os gritos durante a confusão, foi removido depois do caso ser noticiado. Foi editado e recolocado online no canal da câmara municipal, nas redes sociais já sem o momento em que se ouvia a presidente a interromper os trabalhos, o que levou o Chega a criticar a situação e a acusar o município de tentar censurar o que aconteceu. A câmara explicou que removeu o vídeo para o editar e retirar todas as pausas da sessão e recolocou-o online.
Para esclarecer a opinião pública sobre se houve ou não agressões o Chega insistiu para que fossem tornadas públicas as imagens de videovigilância do pavilhão do Cevadeiro, onde decorria a assembleia, mas segundo a câmara um pico de tensão nesse momento terá inviabilizado a habitual captação de imagens. Explicações que não convenceram os eleitos do Chega que apresentaram uma proposta para que fosse realizada uma auditoria externa aos departamentos do município que têm acesso às imagens e câmaras do pavilhão, para que pudessem ser esclarecidas as razões da anomalia técnica. A proposta de contratação de uma empresa externa para realizar a auditoria ao sistema de captação de imagens foi chumbada em reunião de câmara.

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