Sociedade | 25-06-2024 12:00

Um segredo com 600 hectares está a renascer para dar notoriedade internacional à região

Um segredo com 600 hectares está a renascer para dar notoriedade internacional à região
TEXTO COMPLETO DA EDIÇÃO SEMANAL
Marco Galinha, fundador do Grupo Bel, mostra projecto Golden Eagle em Rio Maior, com a presença do presidente da câmara, Filipe Santana Dias e Satya Tripathi, secretário-geral da Global Alliance for a Sustainable Planet

O Golden Eagle é um projecto que estava abandonado há 12 anos numa quinta em Rio Maior, onde Salazar passava férias, e que agora está a ser revitalizado pelo Grupo Bel, de Marco Galinha.

O empresário que desde miúdo ouvia falar no espaço que teve o maior campo de golfe do país, decidiu marcar a terra onde nasceu investindo num projecto distinto que vai ter também um hotel de cinco estrelas, moradias, turismo e ser sobretudo uma área sustentável para usufruir em harmonia com a natureza.

Em Rio Maior há um segredo bem escondido a menos de uma hora de Lisboa e de Fátima. Para lá de uns portões de ferro esconde-se um mundo de potencialidades naturais e turísticas numa quinta com 600 hectares onde António Oliveira Salazar passava férias quando geria o país com mão de ferro. A quinta, que já teve o maior campo de golf de Portugal, com 92 hectares, e um dos melhores da Europa, nos anos 80, pertenceu à família Cardoso no tempo do Estado Novo. Os descendentes transformaram o espaço num empreendimento de luxo, com uma casa com uma vista deslumbrante, um restaurante que dá para banquetes, cavalariças, adegas e campo de golfe com lagos em que num deles um repuxo elevava-se 35 metros no ar. Condições que o grupo Bel, do empresário Marco Galinha, está a recuperar para dar uma nova vitalidade à propriedade, num conceito sustentável e de equilíbrio com a natureza.
Marco Galinha já levou ao local secretário-geral da Global Alliance for a Sustainable Planet (GASP), Satya Tripathi, numa visita acompanhada pelo presidente da Câmara de Rio Maior, Filipe Santana Dias, vincando que o grupo está a investir no Golden Eagle – Golf & Residences, inserido na Quinta do Brinçal, Rio Maior, com a assinatura “Smart Living in Nature”. O empresário manteve o nome do projecto que estava abandonado há 12 anos. Quando as máquinas entraram, os espaços estavam vandalizados e a propriedade cheia de mato, que já foi limpo. Muitos estrangeiros, como o próprio empresário destaca, ainda têm memória do campo de golfe e por isso se decidiu manter a notoriedade da marca, tendo algumas pessoas perguntado quando é que o projecto reabre.
O campo de golfe, que vai ter também plantas autóctones, vai ser regado através do reaproveitamento das águas para não influenciar os recursos naturais. Um dos atractivos do projecto é um hotel de cinco estrelas que vai ficar num local mais elevado, com uma vista sobre a propriedade, que vai ser construído. Vão também nascer 35 moradias com gestão e marca do hotel. As cavalariças vão ser recuperadas para o mesmo efeito, implementando o turismo equestre, que pode ser associado a outro produto. Em termos agrícolas a aposta vai para a vinha e o olival. O Golden Eagle não esquece a importância da promoção do desporto e vai ter campos de ténis e padel, e uma piscina.
Com 176 lotes para moradias, num loteamento regulamentado e com projectos tipo, com a possibilidade de aquisição chave na mão, a quinta pretende criar um estilo de vida próprio para todos os que visitam este espaço de múltiplas valências. Marco Galinha, em declarações a O MIRANTE, destaca que a quinta vai ser como uma cidade sustentável em harmonia com os animais e as plantas. “É uma maneira inteligente de viver no futuro com produção de comida sem químicos, a energia renovável e a reciclagem própria”.
Uma das razões que levou o empresário a investir em Rio Maior é a afectividade, uma vez que nasceu em Rio Maior e que ouve falar da quinta desde pequeno. Destaca que, além de gostar da terra, a recuperação do Golden Eagle é uma forma de marcar a diferença. O grande objectivo é que o Grupo Bel possa ter uma marca distinta na transformação do espaço com impacto no concelho e na região. Marco Galinha explica que as infra-estruturas estão praticamente prontas e estão a ser ultimados os projectos do hotel e do campo de golf, destacando que o Golden Eagle é um projecto de muito tempo, mas a parte principal vai estar pronta em um a dois anos.

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