Sociedade | 27-06-2024 15:00

Alcanena equaciona gastar mais de 50 mil euros em limpeza de terreno privado

Acumulação de lixo em terreno privado, no Covão do Feto, é problema que se arrasta há vários anos e representa risco para a saúde pública. Executivo da Câmara de Alcanena estuda possibilidade de contratar serviços privados para limpeza.

O executivo da Câmara de Alcanena estuda a possibilidade de limpar um terreno privado, com lixo acumulado, numa intervenção que envolve um custo superior a 50 mil euros. O problema arrasta-se há vários anos e chegou a um ponto em que no local foram acumuladas toneladas de lixo pela proprietária do espaço.
O presidente da Junta de Freguesia de Monsanto, Samuel Frazão, esteve presente na última reunião camarária onde pediu ao município para unir esforços na resolução de um problema público que, além de representar um perigo para a saúde da população, pode ser fonte de incêndios nas alturas mais quentes do ano. Segundo o vereador Nuno Silva, já foi realizada uma reunião com o departamento jurídico e a proprietária do terreno vai ser notificada pela segunda vez, com um prazo definido para retirar o lixo do local.
“A proprietária do terreno tem até Setembro para limpar o local, caso contrário será feita uma intervenção à força”, explica o vereador. Na notificação, constará ainda a avaliação estimada dos custos de remoção do material, que se prevê ser superior a 50 mil euros. Nuno Silva afirma que vai ser necessário recorrer a serviços externos ao município. O presidente do município, Rui Anastácio, acrescenta que é um problema que se tem arrastado há vários anos e que é do conhecimento público. “Lamento que se vá gastar dinheiro público para resolver um problema privado ao qual nunca se deu a devida atenção”, diz o autarca.
A proprietária do terreno está identificada com um quadro psiquiátrico agravado, demonstrando problemas de acumulação e perturbações mentais. Rui Anastácio explica que é um processo complexo, que envolve várias entidades públicas e que requer o cumprimento de burocracias, uma vez que se trata de uma intervenção em propriedade privada. “Por mais que custe, se o privado não resolve a situação, o Estado tem de intervir. Após a limpeza do terreno, desejamos fazer visitas mensais ao local para verificar o seu estado e impedir que volte ao mesmo ponto”, diz Rui Anastácio.

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