Sociedade | 06-07-2024 12:00

Mais de 18 mil utentes de Ourém não têm médico de família atribuído

Mais de 18 mil utentes de Ourém não têm médico de família atribuído
Luís Albuquerque, presidente da Câmara de Ourém, durante o uso da palavra

No concelho de Ourém estima-se que existam mais de 18 mil utentes sem médico de família atribuído. Presidente da câmara pede mais acção por parte do Governo para solucionar problemas.

O presidente da Câmara Municipal de Ourém aproveitou as cerimónias oficiais do Dia do Município para apelar ao Governo mais intervenção na resolução de alguns problemas no concelho, sobretudo relacionados com a falta de acesso a cuidados de saúde. Luís Albuquerque deu conta de que existe actualmente no concelho mais de 18 mil utentes sem médico de família atribuído, ou seja, cerca de 40% da nossa população. O autarca aproveitou a presença do secretário de Estado Hélder Reis para deixar algumas reivindicações. “Apesar de todos os investimentos, o Município continua a trabalhar para resolver um conjunto de situações que infelizmente tardam em ser resolvidas e que dependem do Estado Central”, disse.
Luís Albuquerque salientou que o problema só não é mais gravoso porque se implementou, em tempo útil, o projecto “Bata-Branca”, que tem neste momento ao serviço nove médicos, que prestam serviços nos diversos pólos de saúde do concelho, num total de 150 horas semanais. “Relembro que o município não tem competência nesta área, e que mesmo assim, e com este projecto, estamos a assumir um investimento a rondar os 100 mil euros por ano para procurar colmatar este problema”, vincou. Ainda na área da saúde, o presidente sublinhou a falta de um Serviço de Atendimento Permanente (SAP). “A sua implementação permitiria um grande desafogo das urgências do hospital de referência, Leiria, e poderia satisfazer as necessidades da nossa população”, frisou, finalizando: “estas reivindicações têm anos, mas justificam-se plenamente, tendo em conta a nossa dimensão, o número de habitantes e a dispersão territorial e habitacional do concelho de Ourém”.
O problema da falta de médicos de família em Ourém dura há vários anos e tem vindo a agravar-se. Em 2022, existiam cerca de 13.500 utentes sem médico de família, o que correspondia a 30% da população. Na altura, Luís Albuquerque pediu para que o município fosse considerado pela Administração Regional de Saúde (ARS) um “concelho de carência médica”.

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