Sociedade | 10-07-2024 18:00

Antiguidades e velharias juntaram dezenas de vendedores em Tomar

Antiguidades e velharias juntaram dezenas de vendedores em Tomar
Daniel Fernandes, Renato Aquino e João Leal participaram na IV Feira Internacional de Velharias

A IV Feira Internacional de Velharias é já um marco no calendário anual do concelho de Tomar. A edição deste ano decorreu no Pavilhão Associação Venda Nova, em Casais e Alviobeira, com a presença de cerca de meia centena de vendedores.

O Pavilhão da Associação da Venda Nova, na freguesia de Casais e Alviobeira, concelho de Tomar, recebeu a quarta edição da Feira Internacional de Velharias. A iniciativa contou com a presença de dezenas de comerciantes vindos de todo o país.
Daniel Fernandes trabalha como vendedor há duas décadas. Aos 44 anos, o comerciante de Alvaiázere participa em feiras de velharias e antiguidades por todo o país e tem um espaço próprio no concelho onde reside. Desde que se realiza a feira em Tomar que não faltou a uma. Dos muitos produtos que vende, destaca-se uma fonte em ferro fundido da década de 1900, que estava nas ruas de Paris, que servia para os animais beberem água, sobretudo os cavalos. Outro dos artigos mais curiosos, são as cestas onde as peixeiras da Nazaré levavam os peixes na cabeça para vender. Daniel Fernandes lamenta que o negócio já não tenha o fulgor de outros tempos: “actualmente o negócio não me corre bem, está muito parado, as pessoas não têm dinheiro e parece que não o querem gastar neste tipo de artigos”, desabafou.
Renato Aquino tornou-se vendedor de velharias há pouco mais de três anos, tem 50 anos, e vem de Ourém. Esteve emigrado e quando voltou a Portugal decidiu abrir um negócio com as colecções que tinha. Tem uma loja em Ourém, mas anda também por feiras em Tomar, Torres Novas e Santarém. Sempre foi coleccionador, um passatempo que está cada vez mais em vias de extinção.
João Leal, de 56 anos, foi um dos vendedores com quem O MIRANTE conversou que veio de mais longe. Natural de Aveiro, onde reside, costuma participar em feiras na zona centro e sul do país. Trabalha neste ramo, refere, por paixão e para ocupar o tempo: “gosto da camaradagem e das pessoas que vou conhecendo nestas feiras”, revelou, acrescentando que a grande maioria dos seus clientes são pessoas mais velhas que compram para ter artigos dos “tempos antigos”. Para João Leal este tipo de negócio não tem futuro: “isto é mesmo só para ir bebendo um copo e comer umas pataniscas de bacalhau”, concluiu, em jeito de brincadeira.

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