Sociedade | 09-11-2024 15:00

Gerência da Jodel explica insolvência com acusações a ex-trabalhadora que abriu o processo

Gerência da Jodel explica insolvência com acusações a ex-trabalhadora que abriu o processo
A Jodel requereu no processo que a gestão da empresa continuasse a ser assegurada pela gerência

O administrador de insolvência realça que pretende manter a empresa para ser vendida em funcionamento.

A empresa de detergentes Jodel, que entrou em insolvência, requerida por uma ex-trabalhadora, diz que esta tem em sua “posse um veículo da empresa que se recusa a devolver” e que está a reclamar um crédito superior ao que na realidade tem. A Jodel, com fábrica em Aveiras de Cima, Azambuja, requereu no processo que a gestão da empresa continuasse a ser assegurada pela gerência “atendendo ao facto de só assim se poder dar seguimento às encomendas em curso e ao normal funcionamento da empresa, aqui se incluindo a manutenção dos actuais postos de trabalho. Entendimento diferente teve o Juízo de Comércio do Tribunal de Vila Franca de Xira, que determinou que se apreenda e entregue ao administrador de insolvência os elementos da contabilidade da devedora e de todos os seus bens.
A gerência da Jodel considera que “esta actuação vai deitar por terra todo o enorme trabalho efectuado para recuperar a empresa, atirando para o desemprego mais de uma centena de trabalhadores, que ficam sem qualquer garantia para além do fundo de garantia salarial e do subsídio de desemprego”. Para os responsáveis da empresa, esta “não é de forma alguma o futuro preconizado pela gerência da Jodel para a empresa e para os seus trabalhadores”.
Segundo o administrador de insolvência, José Eduardo Martins, em declarações a O MIRANTE, o objectivo é que a empresa se mantenha em actividade, embora possa prescindir de algumas pessoas que não sejam necessárias ao seu normal funcionamento. “O objectivo é manter a unidade, as pessoas a trabalhar e vender a empresa como unidade”, vinca, revelando que há património que saiu no âmbito da empresa e que vai analisar os últimos dois anos de actividade. Refere ainda que se os ordenados do mês de Outubro não foram pagos as contas bancárias serão bloqueadas.
Os trabalhadores bloquearam na quinta-feira, 31 de Outubro, a entrada da empresa e foi chamada a GNR ao local, tendo saído dois camiões com mercadoria e outro ficou retido dentro da empresa com 175 trabalhadores. Recorde-se que o tribunal declarou insolvência da empresa a 30 de Outubro, requerida pela ex-trabalhadora Ana Rita Torres Vilela Tack. No dia seguinte, trabalhadores que rescindiram ou suspenderam os seus contratos, devido a três meses de ordenados em atraso.

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