Sempre que chove há uma estrada nacional em Arruda dos Vinhos que é um perigo
Infraestruturas de Portugal está há anos para resolver um problema crónico que, sempre que chove com mais intensidade, provoca a inundação da estrada que liga Arruda dos Vinhos ao vizinho concelho de Sobral de Monte Agraço e deixa milhares de condutores com o credo na boca. Câmara queixa-se de exigir os trabalhos e destes nunca mais estarem concretizados.
As chuvas fortes da última semana voltaram a provocar inundações fortes na Estrada Nacional 248, no troço entre Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço, particularmente entre os quilómetros 6,6 e 16,2. A drenagem dos terrenos é deficiente e ás águas correm quase em cascata para a estrada, provocando inundações que já chegaram a atolar veículos por causa da lama que as águas também arrastam.
Diz quem ali circula de carro diariamente que além das inundações, que colocam em causa a segurança rodoviária, a estrada está também em mau estado, com buracos, desníveis e algumas zonas com estreitamento de vias que não tornam fácil a vida aos condutores.
De noite as inundações tornam-se ainda mais perigosas, garantem vários condutores a O MIRANTE, havendo registo de quem perdeu o controlo dos automóveis devido à quantidade de água acumulada. As autoridades policiais confirmam a existência de acidentes com regularidade no local embora sem consequências graves.
Para o município de Arruda dos Vinhos a situação é grave e garante estar a insistir insistentemente com a Infraestruturas de Portugal (IP), a entidade responsável por resolver os constrangimentos naquela via, para que faça obras na zona. O que está por acontecer há mais de uma década. “A IP assumiu o compromisso de iniciar as obras de requalificação na primavera ou verão deste ano e garantiu já ter implementado algumas medidas de minimização dos incómodos e para garantir a segurança rodoviária”, explica a câmara. No entanto, o município liderado por Carlos Alves diz estar a acompanhar a situação com preocupação e a exigir junto da IP uma solução “célere e eficaz”, já que o problema se arrasta há vários anos.
* Notícia desenvolvida na edição semanal de O MIRANTE


