Sociedade | 03-03-2025 21:00

Refeitórios escolares de Benavente passam de 90 para 400 refeições e enfrentam dores de crescimento

Em Benavente, o aumento significativo do número de alunos a almoçar nas escolas trouxe um problema que não foi calculado: tempos e filas de espera que comprometem a qualidade das refeições. A situação, que já levou a queixas de pais e alunos, está agora no centro do debate político, com vereadores a apontar soluções.

O sucesso do programa de refeições escolares, em Benavente, que incluiu a remodelação dos espaços onde os estudantes almoçam, trouxeram consigo um problema que ninguém antevia. Na Escola Básica 2,3 Duarte Lopes, as filas estendem-se até à rua e alunos que não conseguem almoçar dentro do tempo previsto.
A situação tem gerado queixas de pais e encarregados de educação e o assunto foi tema de debate na reunião de câmara, com vereadores a apontar diferentes soluções para aquilo que alguns consideram ser dores de crescimento. Sónia Ferreira, vereadora do PSD, não esconde a preocupação. Revelou que há casos de crianças que só têm uma hora para almoçar e não conseguem fazê-lo. Alguns dos mais pequenos nem sequer têm dinheiro físico para ir ao bar, o que agrava a situação.
A autarca refere que na Escola 2,3 Duarte Lopes as filas para a cantina chegam a formar-se até à rua por volta das 13h30. Naturalmente, considera positivo que mais estudantes estejam a almoçar na escola, mas é preciso servir com qualidade e garantir que as crianças têm o tempo necessário para comer.
O presidente da câmara, Carlos Coutinho (CDU), garante que o problema está a ser resolvido. Está a ser estudada a possibilidade de criar um refeitório na Escola Secundária de Benavente, o que permitiria retirar cerca de 80 refeições da Escola Duarte Lopes. Além disso, está a ser avaliada a ampliação do refeitório na Escola Duarte Lopes para melhorar as condições actuais. “Passámos de 90 para 400 refeições diárias. Isso é um sucesso, mas também um desafio. Não há falta de planeamento, como alguns dizem. Estamos a trabalhar para dar resposta a estas necessidades”, afirma o autarca.
Em declarações a O MIRANTE, Catarina Vale, vereadora da CDU, concorda que o aumento da procura é um sinal positivo, mas reconhece que a situação actual não é agradável. “Chamo a isto dores de crescimento. Quando recebemos o refeitório, eram servidas 90 refeições. Agora são 400. É natural que haja ajustes a fazer”, disse. A vereadora acrescenta que está a ser estudada a reconversão de uma sala de Educação Musical em espaço para refeições, além da criação de um novo refeitório na Escola Secundária e garante, apesar de tudo, não ter indicações de que os alunos saiam sem almoçar.

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