Preocupação com falta de meios na Comissão de Protecção de Crianças do Entroncamento
Eleitos na Assembleia Municipal do Entroncamento demonstraram preocupação com o relatório anual de actividades da CPCJ de 2024, onde consta que as respostas sociais às famílias são insuficientes.
O relatório anual da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) do Entroncamento foi alvo de discussão na última assembleia municipal, com alguns deputados a falarem da possível insuficiência de meios para responder às necessidades das famílias. Tília Nunes, vereadora no executivo municipal, assegura que o apoio do município é superior ao que está estipulado e que a insuficiência de meios diz respeito a apenas uma família.
A discussão foi despoletada por Susana Martins (PSD), que questionou o ponto do relatório que aponta para uma carência nas respostas sociais para as famílias das crianças acompanhadas pela CPCJ. A deputada questionou o que está a ser feito para colmatar esta insuficiência e alertou ainda para o facto de um dos membros da comissão ter pedido renúncia e apenas ter comparecido a uma reunião. “Estas situações constrangem-nos na medida em que a CPCJ é uma instituição e um órgão que tem um propósito extremamente importante, especialmente tendo em conta que o relatório regista um aumento no número de atendimentos de famílias e de crianças. Portanto, é importante que os membros que são eleitos estejam disponíveis e aptos”, refere.
A deputada Maurícia Céu Carvalho, que faz parte da comissão, afirma que a questão da insuficiência de meios está também relacionada com determinadas visões pessoais das pessoas que fazem o relatório, ressaltando que há sempre pontos de vista diferentes. “Apesar dos recursos não serem inesgotáveis, este ponto tem mais a ver com a forma que cada um vê as situações, porque aquilo que para mim pode ser suficiente, para outra pessoa pode não ser”, esclarece.
O deputado Bruno Melo (CDU), que participa nas reuniões da CPCJ, elogiou o facto de alguém ter tido a coragem de manifestar algum tipo de desagrado pela insuficiência de meios, ressaltando que se alguém pedir mais meios estes devem ser bem fundamentados e devidamente empregues no funcionamento da comissão.
Em resposta às preocupações, a presidente de câmara, Ilda Joaquim, afirma que o apoio do município à CPCJ está definido de acordo com o número de jovens no concelho e assegura que o município dá mais do que aquilo que está estipulado. A vereadora Tília Nunes acrescentou que a questão em análise diz respeito a uma única família, que tem dificuldades em termos da limpeza da habitação, e não a todas as famílias acompanhadas.


