Sociedade | 08-03-2025 07:00

Preocupação com falta de meios na Comissão de Protecção de Crianças do Entroncamento

Preocupação com falta de meios na Comissão de Protecção de Crianças do Entroncamento
Ilda Joaquim diz que apoio do município à CPCJ é acima do estipulado

Eleitos na Assembleia Municipal do Entroncamento demonstraram preocupação com o relatório anual de actividades da CPCJ de 2024, onde consta que as respostas sociais às famílias são insuficientes.

O relatório anual da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) do Entroncamento foi alvo de discussão na última assembleia municipal, com alguns deputados a falarem da possível insuficiência de meios para responder às necessidades das famílias. Tília Nunes, vereadora no executivo municipal, assegura que o apoio do município é superior ao que está estipulado e que a insuficiência de meios diz respeito a apenas uma família.
A discussão foi despoletada por Susana Martins (PSD), que questionou o ponto do relatório que aponta para uma carência nas respostas sociais para as famílias das crianças acompanhadas pela CPCJ. A deputada questionou o que está a ser feito para colmatar esta insuficiência e alertou ainda para o facto de um dos membros da comissão ter pedido renúncia e apenas ter comparecido a uma reunião. “Estas situações constrangem-nos na medida em que a CPCJ é uma instituição e um órgão que tem um propósito extremamente importante, especialmente tendo em conta que o relatório regista um aumento no número de atendimentos de famílias e de crianças. Portanto, é importante que os membros que são eleitos estejam disponíveis e aptos”, refere.
A deputada Maurícia Céu Carvalho, que faz parte da comissão, afirma que a questão da insuficiência de meios está também relacionada com determinadas visões pessoais das pessoas que fazem o relatório, ressaltando que há sempre pontos de vista diferentes. “Apesar dos recursos não serem inesgotáveis, este ponto tem mais a ver com a forma que cada um vê as situações, porque aquilo que para mim pode ser suficiente, para outra pessoa pode não ser”, esclarece.
O deputado Bruno Melo (CDU), que participa nas reuniões da CPCJ, elogiou o facto de alguém ter tido a coragem de manifestar algum tipo de desagrado pela insuficiência de meios, ressaltando que se alguém pedir mais meios estes devem ser bem fundamentados e devidamente empregues no funcionamento da comissão. 
Em resposta às preocupações, a presidente de câmara, Ilda Joaquim, afirma que o apoio do município à CPCJ está definido de acordo com o número de jovens no concelho e assegura que o município dá mais do que aquilo que está estipulado. A vereadora Tília Nunes acrescentou que a questão em análise diz respeito a uma única família, que tem dificuldades em termos da limpeza da habitação, e não a todas as famílias acompanhadas.

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