Sociedade | 11-03-2025 18:00

Falhas no GPS e avarias comprometem bicicletas partilhadas em Benavente e Samora Correia

O sistema de bicicletas partilhadas em Benavente tem registado dificuldades técnicas e operacionais, com problemas na geolocalização e avarias frequentes nos equipamentos. O município aguarda soluções para melhorar o serviço, que se mantém limitado e com pouca expressão na mobilidade da população.

O sistema de bicicletas partilhadas de Benavente, lançado há cerca de um ano, tem sido alvo de críticas por parte dos munícipes devido a falhas na disponibilidade dos equipamentos e na sua geolocalização. O presidente da Câmara de Benavente, Carlos Coutinho (CDU), reconhece os problemas e garante que estão a ser desenvolvidos esforços para os resolver, com um prazo definido até Março para normalizar a situação.
A principal dificuldade prende-se com o sistema de GPS das bicicletas, que teima em não funcionar correctamente, segundo denúncias reportadas por munícipes e cujo assunto foi levado a reunião de câmara. A MEO comprometeu-se a substituir, sem custos para o município, os cartões de dados móveis, actualmente fornecidos pela NOS no âmbito de um acordo intermunicipal. A alteração pretende determinar se o problema reside nas telecomunicações ou noutras falhas técnicas do equipamento.
Esta foi uma das conclusões saídas de uma reunião entre o município e a Soltráfego, empresa que tem assegurado a gestão e o apoio das bicicletas partilhadas em Benavente e noutros pontos do país como por exemplo Lisboa. O presidente da câmara recordou que a empresa Órbita, que construiu as bicicletas, foi declarada insolvente, mas não referiu que, entretanto, a Lightmobile adquiriu 100% da massa falida da fabricante de bicicletas de Águeda no final do ano transacto, assegurando o regresso da marca.
Além das questões tecnológicas, o vandalismo e o desgaste natural dos componentes também têm comprometido o funcionamento das bicicletas. O município conta com uma equipa de manutenção que intervém sempre que necessário, mas a verdade é que aguarda a chegada de novos materiais para reparar um número significativo de bicicletas, explicou o autarca. Entre as avarias mais frequentes destacam-se danos nos selins, pedais e correntes.
Com apenas quatro docas disponíveis – distribuídas entre Benavente e Samora Correia – o sistema tem servido mais como uma opção recreativa do que como uma verdadeira alternativa de mobilidade. Carlos Coutinho admite que a actual dimensão da rede é insuficiente e aponta para a necessidade de um reforço do serviço, podendo-se equacionar o aproveitamento de fundos comunitários para expandir o projecto e aumentar a sua eficácia.

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