Benavente inserido em mega-projecto nas duas margens do rio Tejo

Benavente é um dos municípios que vai estar ligado directamente ao projecto “Parque Cidades do Tejo”. Eixo Benavente-Montijo – Cidade Aeroportuária prevê a construção de uma nova cidade aeroportuária e polos de ciência e indústria náutica.
Os municípios de Benavente, Lisboa, Oeiras, Loures, Almada, Barreiro, Seixal e Montijo vão ser alvos de um projecto de regeneração urbana que prevê a construção de 25 mil casas e duas novas travessias no Tejo, anunciou o Governo. No total, serão 4.500 hectares de área de intervenção urbanística e de infraestruturas, o equivalente a 55 vezes a Parque Expo, segundo sublinha, em comunicado, o Ministério das Infraestruturas e Habitação. O projecto foi apresentado aos 18 autarcas da Área Metropolitana de Lisboa e ao presidente da Câmara de Benavente, pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Designado por “Parque Cidades do Tejo”, o projecto irá abranger directamente os municípios de Lisboa, Loures e Oeiras (no distrito de Lisboa), Almada, Barreiro, Seixal e Montijo (no distrito de Setúbal) e Benavente (no distrito de Santarém), prevendo-se a construção de 25 mil casas e a criação de 200 mil postos de trabalho. É “um projecto que pretende transformar o arco ribeirinho numa grande metrópole em que o rio funciona como elo de ligação dos territórios em vez de os separar”, sublinha a nota.
O Parque Cidades do Tejo vai centrar-se em quatro eixos de intervenção, nomeadamente os designados “Arco Ribeirinho Sul” (Almada, Seixal e Barreiro), “Ocean Campus” (Oeiras e Lisboa), “Aeroporto Humberto Delgado” (Lisboa e Loures) e “Cidade Aeroportuária (Benavente e Montijo)”. Este projecto integra espaços habitacionais, de lazer, de investigação e de cultura, como é o caso da “Ópera Tejo”, um centro de congressos internacional e a cidade aeroportuária. No caso, o eixo Arco Ribeirinho Sul, que contempla 519 hectares de área de intervenção, prevê-se a construção de mais 28 mil novas habitações e 94 mil empregos gerados. Também na margem sul do Tejo, o eixo Benavente-Montijo – Cidade Aeroportuária (mais de 3.000 hectares) prevê a construção de uma nova cidade aeroportuária e polos de ciência e indústria náutica.
Ao nível das infraestruturas está prevista a construção de duas novas travessias do Tejo, nomeadamente a terceira travessia rodoviária (Chelas-Barreiro) e o túnel Algés-Trafaria, assim como o novo aeroporto e o investimento na ferrovia de alta velocidade. O investimento previsto na terceira travessia do Tejo é de 3.000 milhões e no túnel Algés-Trafaria 1.500 milhões.
Relativamente ao modelo de governação, a tutela explica que vai ser criada a Sociedade Parque Cidades do Tejo, uma empresa detida a 100% pelo Estado. “O projecto terá uma dotação inicial de 26,5 milhões de euros e a gestão assenta num modelo paritário entre o Estado central e os municípios”, refere ainda a nota.