Sociedade | 31-03-2025 12:00

Liga dos Amigos do Hospital de Tomar há duas décadas ao serviço do voluntariado

Liga dos Amigos do Hospital de Tomar há duas décadas ao serviço do voluntariado
Maria Cristina Schulz, Lídia Gaspar, Ana Teresa Santos e Paulo Grego (da esquerda para a direita)

Desde 2004 que a Liga dos Amigos do Hospital de Tomar junta esforços para dar apoio a doentes e profissionais de saúde da unidade hospitalar. Com cerca de 200 sócios activos, a Liga tem vindo a crescer, estando também responsável por dois bares e uma livraria no hospital. O voluntariado é a sua principal referência, contando actualmente com três dezenas de voluntários.

Dar apoio e ajudar doentes e profissionais de saúde é a missão da Liga dos Amigos do Hospital de Tomar. Criada em 2004, a Liga tem evoluído, contando actualmente com cerca de 200 sócios e três dezenas de voluntários. Além do trabalho de voluntariado, a Liga também está responsável pela exploração de dois bares e uma livraria no hospital de Tomar. O MIRANTE visitou a sede da Liga, localizada no Hospital Nossa Senhora da Graça, e conversou com o presidente, Paulo Grego, a vice-presidente, Maria Cristina Schulz, e Ana Teresa Santos e Lídia Gaspar, responsáveis de acção social e enfermagem, respectivamente.
Paulo Grego, 68 anos, começou por explicar que a Liga surgiu através de um grupo de senhoras com o objectivo de dinamizar o voluntariado e dar apoio ao doente. O responsável explica que inicialmente o voluntariado era realizado apenas na consulta externa, com a distribuição de chá, café e bolachas a doentes e familiares, mas que, recentemente, o serviço foi alargado às enfermarias. “Foi um crescimento que nos trouxe muita satisfação. Há doentes que não recebem visitas e nós podemos ser o seu amparo”, afirma. A Liga explora ainda dois bares e uma livraria no hospital, sendo essa também uma importante ajuda monetária: “a nível financeiro, não recebemos qualquer tipo de apoio. A única base de rendimento que temos são os sócios, os bares e a livraria”, explica o presidente, que assumiu o cargo em 2020.
Paulo Grego foi militar da GNR durante toda a sua vida, tendo-se reformado com apenas 51 anos de idade. “Quando fui convidado para me reformar, porque já tinha completado o meu tempo de serviço, vim ao hospital perguntar se precisavam de voluntários. Desta forma estou a dar continuiadade à minha missão de poder ajudar pessoas”, afirma a O MIRANTE.

Uma relação próxima com os doentes
Maria Cristina Schulz, 74 anos, é a vice-presidente e coordenadora do voluntariado. Está na Liga desde o início, tendo assumido o cargo de coordenadora de voluntariado em 2022. A nível profissional trabalhou como secretária e foi funcionária num laboratório de análises clínicas. Além do trabalho que desempenha na Liga, também dá catequese. Explica que o número de voluntários tem vindo a aumentar e conta que a maior parte são pessoas com mais de 60 anos, reformados, embora também apareçam jovens, como estudantes do Instituto Politécnico de Tomar e utentes do CIRE – Centro de Integração e Reabilitação de Tomar.
A Liga mantém ainda uma relação de proximidade com os serviços de acção social e enfermagem. Ana Teresa Santos é assistente social no Hospital de Tomar há 22 anos. Afirma que a Liga tem uma missão nobre, de ajudar os doentes e também as famílias: “em termos sociais temos aqui famílias muito carenciadas, com muitas dificuldades e, portanto, a Liga tem sido um grande suporte, nomeadamente nos apoios à medicação e transporte”, conta. Ana Teresa Santos realça ainda o papel dos voluntários no contacto com os doentes: “muitas vezes os profissionais de saúde não têm tempo para estar com os doentes e os voluntários ajudam a colmatar essa lacuna”, sublinha. Lídia Gaspar é adjunta da enfermeira directora do Hospital de Tomar. Trabalha como enfermeira desde 1986, esteve 31 anos no Hospital de Torres Novas e agora está em Tomar. Salienta que a Liga é uma mais-valia, sobretudo para os doentes: “as palavras que partilham, a presença, às vezes com pequenos gestos, conseguem fazer a diferença. A humanização que transmitem para o doente e também para os profissionais é fundamental”, vinca.

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