Sociedade | 31-03-2025 15:00

Mais de mil pessoas da Granja assinam documento contra exploração pecuária na aldeia

Mais de mil pessoas da Granja assinam documento contra exploração pecuária na aldeia
Vereadores da CDU na Câmara de VFX voltaram a exigir à câmara que avance com uma providência cautelar que trave a criação de uma vacaria na Granja

Câmara de Vila Franca de Xira continua a dizer que não irá avançar com uma providência cautelar nos tribunais contra a instalação de uma exploração pecuária às portas daquela aldeia de Vialonga enquanto não tiver esclarecimentos da CCDR.

O abaixo-assinado lançado nas últimas semanas contra a instalação de uma exploração pecuária às portas da aldeia da Granja, em Vialonga, já foi subscrito por mais de mil pessoas e a perspectiva é de que continue a crescer nas próximas semanas. A informação é avançada a O MIRANTE por um dos moradores envolvidos na sua dinamização. O objectivo do documento é dar peso à reivindicação popular contra a exploração e já tinha sido subscrito por todos os eleitos do executivo camarário e pelo presidente da Junta de Vialonga, que também já tinha admitido recorrer à justiça para travar a instalação da exploração. É intenção do município pressionar o Ministério da Agricultura e Pescas e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) a recuar nas autorizações concedidas à exploração.
Na última reunião de câmara de Vila Franca de Xira a vereadora da CDU, Joana Bonita, voltou a exigir que o executivo avance com uma providência cautelar para travar a exploração, por entender que pouco ou nada tem sido feito pela câmara desde então. Marina Tiago, vice-presidente da câmara, diz que a reposição da cota inicial do terreno continua e que a fiscalização municipal está “muito atenta” ao que está a ser feito no local para que não existam irregularidades. “Só após esse processo se poderá fazer as medições topográficas pelo nosso serviço. Sobre a providência cautelar aguardamos resposta às questões que colocámos à CCDR sobre este assunto, já que é a entidade com competência nesta matéria”, explicou. Enquanto isso, a comunidade e os vereadores da CDU temem que quando a câmara receber resposta da CCDR seja já tarde demais para agir. Também a Junta de Freguesia de Vialonga já tinha considerado inaceitável instalar uma exploração pecuária às portas da aldeia da Granja.
Em causa, recorde-se, está a luz verde dada pelo Estado a um empresário para avançar com uma exploração pecuária num local conhecido como Lezíria das Madrugas, inserida em Reserva Agrícola Nacional (RAN), Reserva Ecológica Nacional (REN) e em zona ameaçada por cheias. Segundo o presidente da câmara, haverá produção de um número limitado de bovinos ao ar livre. “Do que me informaram andará entre 15 bovinos adultos ou 25 vitelas”, informa. O proprietário da exploração já havia dito a O MIRANTE compreender os receios dos moradores mas dizia que estes são infundados. “Não há cheiros nem estrumes e verifica-se uma adubação natural pelos animais nas pastagens. É sustentável e ambientalmente recomendado”, explicava o promotor.

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