Sociedade | 02-04-2025 12:17

Críticas à mudança de serviços da Câmara de Santarém para antigo edifício da EDP 

Críticas à mudança de serviços da Câmara de Santarém para antigo edifício da EDP 
Edifício onde durante muitos anos esteve instalada a EDP tem vindo a ser adaptado para receber serviços da Câmara de Santarém

A decisão de concentrar serviços municipais dispersos pela cidade no antigo edifício da EDP em Santarém é criticada pela vereadora do Chega, que, entre outras razões, alega que o imóvel não oferece dignidade mínima para os funcionários. Presidente diz que medida é temporária e permite libertar espaços que necessitam de ser requalificados ou destinados a outros fins.

A Câmara de Santarém vai transferir diversos serviços municipais das áreas de educação, acção social, ambiente, finanças e recursos humanos para o antigo edifício da EDP, actual E-Redes, na Avenida dos Forcados Amadores de Santarém, junto ao edifício do Instituto da Juventude. Aí serão concentrados serviços que têm funcionado na antiga Escola Prática de Cavalaria (EPC), no antigo presídio militar, no edifício do urbanismo e nos paços do concelho. A mudança, ao que apurámos, está para breve.
A decisão, já anteriormente noticiada por O MIRANTE, é justificada com o objectivo de garantir condições dignas aos funcionários e concentrar serviços dispersos, mas foi mal recebida pela vereadora do Chega, que na última reunião do executivo manifestou-se contra a mudança. Manuela Estêvão argumentou que não faz sentido dispersar recursos humanos e referiu que o novo espaço "não oferece dignidade mínima para os funcionários", retirando-lhes a possibilidade de usufruírem do refeitório municipal, que fica noutra zona da cidade, perto do quartel dos bombeiros sapadores.
A vereadora do Chega alegou que essa medida vai contribuir para a desertificação do centro histórico e defendeu ainda que o dinheiro do arrendamento podia ser canalizado para a construção de um novo edifício. “A câmara vai pagar uma renda mensal de 9 mil euros. Portanto, anualmente são 108 mil euros, ao fim dez anos é um milhão de euros. Este dinheiro dava perfeitamente para recuperar os edifícios devolutos que estão na Escola Prática de Cavalaria e que estão junto à câmara”, afirmou, acrescentando que tanto os funcionários como os cidadãos não compreendem essa decisão.
O presidente da Câmara de Santarém, João Leite (PSD), esclareceu que a mudança será "temporária" e revelou que a autarquia está em conversações com o Instituto Português do Desporto e da Juventude para adquirir o edifício ao lado da E-Redes. “Se assim for, passamos a ter ali uma resposta mais acrescida, onde temos auditório, vamos ter condições de trabalho diferenciadas, onde se pode criar ali um bom núcleo, onde vários serviços da câmara municipal vão ficar concentrados”, referiu.
João Leite defendeu a decisão, sublinhando que as actuais instalações na EPC não oferecem condições adequadas para os funcionários. “É a pensar nos funcionários e no seu bem-estar. As condições de trabalho dos nossos trabalhadores que estão na EPC não são as mais dignas nem são condizentes com aquilo que desejamos para os nossos trabalhadores. Precisamos de intervir nesse edificado, mas não vamos fazer obras com os funcionários lá”, disse o autarca na reunião de câmara de 31 de Março.
Entre os imóveis a serem intervencionados está o antigo presídio militar, propriedade da empresa pública Estamo, que pretende instalar ali uma nova unidade hoteleira. “Fomos intimados pela Estamo a tomar uma decisão relativamente aos serviços que estão no presídio militar. E este é um dos edifícios que tem que ficar vazio porque, felizmente, estamos a chegar a bom porto relativamente a uma resposta hoteleira que ali possa surgir”, revelou o autarca.

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