Sociedade | 05-04-2025 12:00

Rua do Artesanato e Estrada da Lamarosa em Coruche motivam preocupação

A degradação de vias públicas no concelho de Coruche, nomeadamente na Rua do Artesanato, em Foros do Paul, e na Estrada da Lamarosa, gerou debate na reunião de câmara. CDU e PSD exigiram esclarecimentos e maioria socialista garantiu que está a acompanhar as situações.

A requalificação de vias no concelho de Coruche foi um dos temas abordados na última reunião de câmara, com a oposição a questionar a fiscalização e qualidade das obras e a maioria socialista a garantir que a situação está a ser acompanhada. O vereador Valter Jerónimo (CDU) deixou o alerta para problemas que se verificam na Rua do Artesanato, em Foros do Paul, onde uma empreitada recente apresenta abatimentos e fracturas no pavimento. “Não se consegue perceber como é que uma obra recente pode ter aqueles danos”, afirmou, apontando para uma possível falha na compactação de terras na zona das tubagens de água e saneamento. O vereador questionou se houve falhas na fiscalização por parte da autarquia ou incumprimento do empreiteiro e defendeu a necessidade de uma intervenção urgente para evitar que uma via recentemente concluída se transforme numa manta de retalhos.
Pedro Ferreira, vereador do PS, deu nota que a situação está a ser avaliada pela empresa Águas do Ribatejo, uma vez que o abatimento ocorreu numa zona onde existe uma conduta de saneamento. Mas o presidente da câmara, Francisco Oliveira (PS), não quer que esta questão se resuma a um chutar a bola de entidade para entidade ou se arraste no tempo, defendendo que a resolução do problema deve ser imediata e, logo depois, imputarem-se responsabilidades.
O vereador Osvaldo Mendes (PSD) manifestou também preocupação com a Estrada da Lamarosa, onde as obras da empresa Águas do Ribatejo estão paradas, deixando a via com uma fissura aberta ao longo de toda a estrada, prejudicando a circulação. Deixou de ser uma manta de retalhos para ser uma faixa ao longo da via que dificulta a passagem do trânsito, alertou o social-democrata, questionando os motivos da suspensão da empreitada.
Francisco Oliveira explicou que a paragem das obras foi solicitada pelo empreiteiro devido à intensa pluviosidade registada entre 17 e 21 de Março, mas estranha a paragem mais prolongada uma vez que na semana seguinte já havia condições para avançar. O presidente salientou que quer perceber por que motivo a vala já tapada com tout-venant não pode receber uma pavimentação provisória para minimizar os transtornos aos automobilistas e moradores. “Temos que assumir que estas reposições de betuminoso deviam estar previstas para que os automobilistas que ali passam não fiquem com os carros danificados, ou até mesmo os moradores com os portões e os muros todos salpicados de lama”, referiu.
O vereador Valter Jerónimo acrescentou que, apesar dos inconvenientes, a solução utilizada na Estrada da Lamarosa pode garantir um melhor resultado final. “À medida que vai abatendo, eles [os responsáveis pela obra] vão colocando tout-venant e aquilo vai compactando, o que significa que quando se for passar o asfalto já vai estar mais compactado e provavelmente não vai abater”, referiu.
O presidente da Câmara de Coruche deixou a garantia que será estudada uma solução técnica para minimizar os impactos da vala e assegurou que o município estará atento à evolução da situação.

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