Vila Franca de Xira reforça compromisso na defesa da tauromaquia e das tradições
Presidente do Câmara de Vila Franca de Xira voltou a defender, durante a festa do Colete Encarnado, que a cidade tem uma história e uma cultura únicas no país e que não deve ter vergonha de a assumir e de lutar pela sua promoção e valorização.
A festa do Colete Encarnado em Vila Franca de Xira é um momento de reforço das tradições e da cultura popular da cidade e das suas gentes e por isso irá sempre lutar pela valorização da cultura taurina. A garantia foi deixada pelo presidente do município, Fernando Paulo Ferreira (PS), no habitual e simbólico discurso na cerimónia de homenagem ao campino, realizada na tarde de sábado, 5 de Julho.
“Iniciámos há dez anos a caminhada rumo aos cem anos do Colete Encarnado e fizemo-lo assumindo perante o país, com orgulho, as nossas raízes e tradições. Mostrámos que Portugal tem campo, tradição, cidade e modernidade. E todos estes valores são compatíveis e conciliáveis”, defendeu.
Lembrando que Vila Franca de Xira tem gente preparada e disponível para lutar em conjunto pela sua natureza e cultura, agradeceu o papel importante das tertúlias, que tornam a cidade única. “Somos diferentes de todos e por isso fazemos Portugal”, afirmou. Os campinos continuam a ser o momento alto da festa e sem eles não haveria Colete Encarnado, defendeu Fernando Paulo Ferreira, elogiando-os como os heróis de Vila Franca de Xira, perante um forte aplauso.
Este ano foi homenageado o campino António Caipira Grilo, de 65 anos, que levou o pampilho de honra com o nome póstumo de Orlando Vicente, natural da Castanheira do Ribatejo, falecido em 2020 aos 84 anos. Este ano o município estimou a presença de 300 mil pessoas na festa, a grande maioria no sábado, 5 de Julho, dia em que também aconteceu a popular noite da sardinha assada, com oferta de sardinhas, pão e vinho nas ruas da cidade.
VFX vai guardar acervo tauromáquico único no mundo
A Câmara de Vila Franca de Xira e a Associação Portuguesa do Património Tauromáquico (CULTA) celebraram um contrato de depósito de bens que permitirá ao concelho ribatejano ficar na posse de um importante acervo tauromáquico, de relevo histórico e artístico. O acervo é composto por um conjunto de bens culturais ligados à tauromaquia, incluindo monografias, jornais, listas de cartéis, regulamentos de corrida, relatórios de gerência de praças de toiros, litografias, estatutos, crónicas e manuscritos. Destaca-se, segundo o município, pela sua antiguidade, singularidade e importância literária e artística, sendo considerado um acervo ímpar no universo taurino ibérico e mundial. A colecção, parcialmente proveniente do espólio do Conde de Vimioso, foi adquirida pela CULTA e ficará agora depositada no Centro de Documentação do Museu Municipal de Vila Franca de Xira. Está também prevista a digitalização dos documentos mais antigos, datados do final do século XVIII, garantindo a sua preservação e acessibilidade futura. A assinatura do contrato aconteceu a 3 de Julho, na véspera do Colete Encarnado, na Fábrica das Palavras.


