Sociedade | 29-08-2025 17:04

Setembro complicado nas urgências de obstetrícia de Santarém

Setembro complicado nas urgências de obstetrícia de Santarém

Urgências de obstetrícia do Hospital Distrital de Santarém vão estar encerradas durante quase metade do mês. Urgência geral também deve ser afectada por falta de anestesistas.

O mês de Setembro vai ser um dos mais caóticos no Hospital de Santarém em termos de urgências de obstetrícia, com quase metade do mês sem médico para assegurar os casos mais emergentes. O hospital não consegue assegurar que o serviço funcione em 12 dos 30 dias do mês e a Unidade Local de Saúde (ULS) da Lezíria, que gere o hospital e os centros de saúde, questionada por O MIRANTE, responde à questão com conceitos de complementaridade, assegurando que quando as urgências do Médio Tejo e do Oeste também estão fechadas são encontradas respostas dentro da rede.

Segundo a escala de serviço há pelo menos dois períodos de três dias seguidos sem urgência da especialidade e que apanham o fim de semana. Depois de o dia 1 começar sem médico, de dia 7, domingo, a dia 9, terça-feira não há ninguém para assegurar a escala. Depois há três dias separados, 15, 17 e 28, em que não há médico. O penúltimo fim-de-semana também vai ser complicado, com as urgências fechadas de sábado, dia 20, a segunda-feira, dia 22. Pelo meio, na quinta e sexta-feira, dias 25 e 26, também não há médico disponível.
Segundo O MIRANTE apurou, as dificuldades também, se vão sentir ao nível da anestesiologia, em que nestes 12 dias só vai haver um anestesista no hospital, pelo que a urgência geral deve fechar para a ortopedia e cirurgia. A administração da ULS, liderada por Pedro Marques, refere que perante as dificuldades desenvolvem-se resposta dentro da rede de hospitais de outras sub-regiões, justificando dessa forma que assim se evita o encerramento em simultâneo de três urgências próximas.

Em resposta a O MIRANTE, a unidade diz que “a elaboração de escalas de urgência na ULS Lezíria, seja no Verão, seja no Inverno, é uma tarefa realizada em complementaridade com as urgências similares das ULS Médio Tejo e do Oeste, procurando assegurar que exista sempre uma das unidades com capacidade de resposta, frequentemente duas ou mesmo as três”. E garante que assim está “assegurada a assistência às utentes/grávidas desta área”. E acrescenta que “sempre que num determinado dia existe um constrangimento simultâneo a afectar as escalas das três ULS, encontramos resposta dentro da rede, o que tem permitido assegurar a continuidade da assistência à população”.

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