Sociedade | 30-08-2025 14:00

Furtos de cortiça têm vindo a aumentar na região

Furtos de cortiça têm vindo a aumentar na região
DR

A GNR registou 33 furtos de cortiça no distrito de Santarém desde Janeiro. Os furtos de cortiça são, geralmente, cometidos por grupos organizados que utilizam como principais métodos a extracção directa da cortiça das árvores ou o furto da cortiça empilhada. O concelho de Abrantes foi o mais atingido este ano.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou 33 furtos de cortiça no distrito de Santarém, desde Janeiro, com a prevalência dos casos a ocorrerem nas zonas mais isoladas do interior, informou aquela força policial. A GNR de Santarém indicou hoje que o concelho de Abrantes surge como o mais afectado por este tipo de casos, com 10 furtos registados, seguido por Coruche, com sete, Salvaterra de Magos, com seis, Almeirim, com quatro, Chamusca, com três, e Tomar, Alpiarça e Santarém com uma ocorrência cada.

O número global de furtos de cortiça aumentou nos últimos cinco anos (entre 2019 e 2023), indicou a GNR, especificando que foram registados 56 casos em 2019 e 99 em 2023. Segundo dados recolhidos junto da Guarda, os furtos de cortiça são, geralmente, cometidos por grupos organizados que utilizam como principais métodos a extracção directa da cortiça das árvores ou o furto da cortiça empilhada.

“A prática deste tipo de ilícito criminal normalmente está associada a grupos organizados que utilizam como ‘modus operandi’ a extracção directa da árvore ou furto da cortiça empilhada. Existe uma maior preponderância de registos da primeira, não obstante a maior dificuldade e demora quando comparada com a segunda”, explicou a GNR.

A cortiça furtada é triturada para não ser identificada e depois vendida para a produção de aglomerados, onde, por sua vez, é adquirida por intermediários que a misturam com cortiça legal. “Tudo indica que a cortiça seja vendida a intermediários, que depois a juntam à cortiça vendida por tiradores legais, integrando-a no mercado legal através da revenda conjunta a fábricas de cortiça. Também pressupomos que o mercado destino da cortiça furtada seja o mercado nacional”, informou a GNR.

Face a este aumento de furtos, a GNR intensificou a patrulha com a Operação “Campo Seguro”, a par da investigação criminal, fiscalização rodoviária e fiscalização de receptadores, em toda a sua área de atuação, com o objetivo de "prevenir e reprimir a prática de crimes de furto e de receptação de cortiça", desenvolvendo também "acções de sensibilização" para prevenir furtos em áreas agrícolas e florestais.

GNR recomenda reforço de medidas de protecção

A GNR adiantou que para combater este tipo de crime é necessário “reforçar as medidas de protecção de infraestruturas” como a “instalação de vigilância, restrição de acessos, vedações, instalação de placards de aviso e melhoria das condições de luminosidade”. A título preventivo, a GNR recomenda ainda a “marcação da cortiça”, para “facilitar a identificação” da sua origem, garantir a “manutenção de acessos controlados às propriedades”, reforçar a “cooperação entre proprietários e vizinhos”, de modo a promover a troca de informações e a partilha de alertas” de forma mais célere, “reportar de imediato às autoridades quaisquer movimentações suspeitas” e “planear a extração de cortiça, assegurando uma vigilância mais eficaz”.

As autoridades recomendam ainda instalar alarmes e colocar marcas nos equipamentos mais sensíveis e vulneráveis, bem como não colocar os “amontoados de cortiça junto a locais de fácil acesso”. Uma vez que “este tipo de crime carece de queixa”, a GNR “reforça a necessidade de se denunciar” estes furtos, pois as queixas são essenciais para ajudar “a monitorizar o problema” e “direccionar os recursos para as áreas mais afectadas”.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias

    Edição Semanal

    Edição nº 1731
    27-08-2025
    Capa Médio Tejo
    Edição nº 1731
    27-08-2025
    Capa Lezíria Tejo
    Edição nº 1731
    27-08-2025
    Capa Vale Tejo