Sociedade | 27-11-2025 07:00

Bebé nasce na A1 em ambulância dos Bombeiros de Caxarias por indisponibilidade da VMER

Bebé nasce na A1 em ambulância dos Bombeiros de Caxarias por indisponibilidade da VMER
Este foi o primeiro parto que os Bombeiros de Caxarias auxiliaram em 2025 - foto DR

O destino final da grávida era o Hospital de Leiria, mas a indisponibilidade da VMER obrigou os bombeiros a fazer o transporte no sentido contrário. Mavi acabou por nascer na saída da A1 em Torres Novas.

Mavi nasceu na terça-feira, 18 de Novembro, numa ambulância dos Bombeiros Voluntários de Caxarias, do concelho de Ourém, na saída da A1, em Torres Novas. A mãe, residente em Caxarias, tinha sido encaminhada para a maternidade do Hospital de Leiria, mas após avaliação dos bombeiros, de que o parto estava em iminência, foi solicitada ajuda diferenciada ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), que obrigou a uma alteração no trajecto, fazendo a ambulância seguir no sentido contrário.
“A VMER [Viatura Médica de Emergência e Reanimação] de Leiria estava ocupada numa outra ocorrência e, por isso, foi mobilizada a VMER de Santarém para vir ao nosso encontro, que aconteceu em Torres Novas”, explica a O MIRANTE o comandante da corporação de Caxarias, Nuno Mendes. Essa decisão, do CODU, acabou por acrescentar tempo de viagem à ocorrência que sempre teve como destino final o Hospital de Leiria até porque, explica, a maternidade do Hospital de Santarém encerrava às 20h30. “Foi tudo muito rápido. Às 19h36 estávamos a sair de casa da grávida e às 20h08 encontrámo-nos com a VMER de Santarém”, acrescenta o comandante que considera que a actuação do CODU e a decisão de ir para o Hospital de Leiria foi acertada. “Santarém já iria estar fechado”, vinca.

“Bebés não foram feitos para nascer em ambulâncias”
Mavi foi a primeira bebé a nascer este ano numa ambulância dos Bombeiros de Caxarias, que tinham auxiliado o último parto no final do ano passado. Para o comandante Nuno Mendes, precisamente por não ser uma ocorrência que se faça com frequência carece de ajuda diferenciada da parte da equipa que integra as VMER. “Nós temos formação básica em partos, por isso é que os fazemos, mas é uma situação que me preocupa porque os bebés não foram feitos para nascer em ambulâncias, mas sim em hospitais”, conclui.
Este ano são já mais de uma dezena os bebés nascidos em ambulâncias na região ribatejana envolvendo as corporações de Samora Correia (1), Salvaterra de Magos (3), Vila Franca de Xira (1), Rio Maior (3), Santarém (2) e Ourém (1). E, ainda, a bebé Serena, que nasceu numa rua, no Carregado, concelho de Alenquer, com a ajuda de familiares.

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