Não há paz sem segurança pública e as autarquias têm uma palavra a dizer
Comandante da Divisão da PSP de Vila Franca de Xira, Bruno Carvalho Pereira, apresentou o seu novo livro sobre segurança no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna em Lisboa. Também houve um debate entre autarcas, marcado pelas declarações do presidente de Cascais, Nuno Piteira Lopes, que defendeu já depois das televisões saírem do auditório que existem "entidades a mais" no país que, no seu entender, "servem para muito pouco" e, em alguns casos, dificultar a que as coisas se façam com maior celeridade, como a Agência Portuguesa do Ambiente.
Não há paz sem segurança pública e nas matérias de protecção ao cidadão as autarquias devem ter uma palavra a dizer, começando, por exemplo, pelas competências que cada município deve atribuir às suas polícias municipais. As conclusões foram apresentadas num debate realizado pelo Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, em Lisboa, a propósito da apresentação do novo livro do comandante da divisão de Vila Franca de Xira da PSP, Bruno Carvalho Pereira, intitulado "Segurança: várias opiniões, uma causa", com a chancela da Almedina.
No debate entre autarcas de Cascais, Amadora e Oeiras, destacaram-se as palavras de Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara de Cascais, que defendeu uma melhor clarificação das funções atribuídas às polícias municipais. Lamentou também, já depois das televisões terem saído do auditório, que existam actualmente "entidades a mais" no país que, no seu entender, "servem para muito pouco", aludindo, por exemplo, à Agência Portuguesa do Ambiente. "Na maioria das vezes entidades como a APA só dificultam a que as coisas se façam com maior celeridade", criticou.
* Notícia desenvolvida na edição impressa de O MIRANTE


