Usava facas para ameaçar e assaltar moradores à frente de lojas em Vila Franca de Xira
Polícia cumpriu um mandado emitido pela autoridade judiciária para deter um homem de 40 anos que, já no passado, respondeu em tribunal por crimes semelhantes de roubo e extorsão. Desta vez vai aguardar julgamento em prisão preventiva.
Um homem de 40 anos, que se dedicava há vários meses a ameaçar e assaltar moradores de Vila Franca de Xira à porta de estabelecimentos comerciais, durante a noite, foi detido pela polícia e vai aguardar julgamento em prisão preventiva.
O suspeito foi caçado a 24 de Novembro, pelas 22h30, na freguesia de Vila Franca de Xira, fora de flagrante delito e em cumprimento, por parte da PSP, de mandado emitido pelas autoridades judiciárias. O suspeito é apontado como autor de dois crimes de roubo com recurso a armas brancas, um furto qualificado e um crime de extorsão.
Após conhecimento dos ilícitos, as equipas de investigação criminal da PSP desencadearam diversas diligências que permitiram identificar, localizar e reunir meios probatórios que indiciavam de forma robusta o homem pela prática dessa série de crimes ocorridos nos últimos meses. Em comunicado, a PSP explica que o homem actuava com violência e de forma reiterada, escolhendo locais públicos, frequentemente próximos de estabelecimentos comerciais e selecionando as vítimas de acordo com a sua vulnerabilidade, sobretudo em horários nocturnos. Para concretizar os crimes, recorria a armas brancas, sobretudo facas e navalhas, com as quais ameaçava as vítimas para as obrigar a entregar o dinheiro que trouxessem no bolso. No momento em que foi apanhado pelos polícias, foi encontrado na sua posse duas armas brancas e bens que terão sido subtraídos dias antes a outra vítima. O detido possui antecedentes criminais por crimes da mesma natureza e já havia sido detido várias vezes pela PSP no passado, já tendo até respondido em tribunal por crimes de natureza semelhante. Após a operação, foi presente ao DIAP da Comarca de Lisboa Norte para interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação mais gravosa de prisão preventiva.
A PSP afirma que, com esta detenção, conseguiu dar resposta a “um fenómeno activo especialmente causador de alarme social”, sublinhando que o suspeito visava vítimas particularmente vulneráveis. A polícia acredita que a operação contribui para restabelecer a paz e tranquilidade na zona, garantindo que continuará “atenta e vigilante” para impedir que fenómenos semelhantes se repitam.


