Sociedade | 29-11-2025 07:00

Entroncamento quer rever contrato para resolver falhas na limpeza urbana

Entroncamento quer rever contrato para resolver falhas na limpeza urbana
Actual contrato de recolha de resíduos está desactualizado e precisa de ser revisto - foto O MIRANTE

Tema foi levantado após primeira reunião entre novo executivo e a RSTJ, entidade responsável pela recolha de resíduos no concelho, onde foram debatidas falhas e soluções para melhorar a limpeza urbana.

A limpeza urbana foi um dos temas centrais de uma das últimas reuniões da Câmara Municipal do Entroncamento com o presidente Nelson Cunha a assumir que o actual contrato de recolha de resíduos com a RSTJ – Gestão e Tratamento de Resíduos “está completamente desactualizado” e precisa de ser revisto para responder às necessidades da cidade. O tema surge depois de uma reunião que o presidente teve com a empresa responsável pelo serviço a 7 de Novembro, afirmando Nelson Cunha que exigiu “melhorias efectivas” na qualidade da limpeza e na recolha de lixo, nomeadamente ao fim-de-semana.
“O contrato não prevê recolha ao fim-de-semana, o que tem causado o amontoar de lixo que se vê nas ruas. Por isso, acertámos já que a recolha passe a ser feita mais ao final da tarde e estamos a estudar a possibilidade de incluir recolha ao sábado, com apoio de um camião que passa por um concelho vizinho nesses dias”, afirmou. Além disso, o presidente revelou que o município vai implementar auditorias regulares ao edificado municipal, com rondas mensais feitas pelos vereadores e verificações semanais das equipas técnicas, alargando o controlo também à limpeza de graffitis e publicidade ilegal.
O vereador socialista Mário Balsa reconheceu a importância das medidas e até defendeu que o município deve ir mais longe, propondo renegociar o contrato com a RSTJ e lançar uma campanha de sensibilização ambiental junto das escolas. “O contrato inicial foi desenhado para uma realidade completamente diferente da que temos hoje. Devemos também educar a nossa comunidade para uma recolha progressivamente mais selectiva e amiga do ambiente, pois o lixo que não é separado tem um custo significativo para o município, que depois é reflectido nas contas dos cidadãos”, salienta. Nelson Cunha concordou com a proposta e adiantou que a autarquia já está a preparar uma campanha de civismo e boas práticas ambientais, com panfletos informativos sobre separação de resíduos e regras de limpeza. “Faz todo o sentido fazer uma adenda ao contrato com a IRSTJ e rever alguns pontos contratuais. Queremos uma cidade mais limpa e com um serviço de qualidade. A limpeza urbana é e deve ser uma prioridade”, sublinhou.
Contactado por O MIRANTE, Joel Marques, director-geral da RSTJ, refere que a empresa identificou há algum tempo que o contrato não estava alinhado com as necessidades do município. “A RSTJ está alinhada com o munícipio e quer prestar o melhor serviço público”, afirma.

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